Ok... Primeiramente, este não é o tipo de post que costumo fazer... Prefiro narrativas, crônicas simples, críticas, etc. Acho que nunca me aventurei muito em textos explicativos, mas no fundo, não existe nenhum GRANDE segredo para isso ( no mínimo eu espero que não), é como em qualquer outro, as palavras vez na cabeça como um discurso e você as coloca no 'papel', faz uns ajustes e pronto, tudo resovido.
Enfim... Não vamos fugir do tema, por que hoje (e nos próximos posts se a inspiração continuar) vou explanar sobre um assunto bastante controverso: Mentira.
O que é uma mentira? Como ela pode nos afetar? Até onde é 'ético' e necessário mentir, e quando isso se torna um vício? Como se livrar de uma mentira? Como não ser pego em uma mentira? E, principalmente, como PEGAR um mentira.
E não entenda mentira (no mínimo não neste contexto) como aquelas histórias inventivas, no mínimo não somente, entenda mentira como qualquer nível de enganação, ludibriação, história inventiva, meia-verdade ou tentativa de utilizar-se de fatos/atos dúbios para obter qualquer vantagem. Qualquer dessas coisas vai se enquadrar como 'mentira' para nós.
Bem, o que tenho a dizer em princípio é que a mentira se divida , básicamente, em duas categorias:
1ª - Aquelas que são completamente inventadas.
2ª - Aquelas que são baseadas em verdades.
A primeira categoria é o tipo mais comumente chamado de 'mentira', são aquelas histórias que nunca ocorreram, fatos integralmente inventados. Este tipo de mentira é o mais sério, são mentiras como essas que retiram a credibilidade das pessoas, que ridicularizam quem é descoberto e, pricipalmente, são estas as mais dificieis de se construir (no entanto, plenamente possíveis se o interlocutor tiver talento).
Não vou me ater muito a este tipo, não é um artifício que alguém deva se orgulhar muito de usar, inventar histórias pode ser algo extremamente viciante, e sempre existe o perigo de que, para corroboar uma invenção, você precise inventar cada vez mais. Mentir desta forma é como uma grande bola de neve e, mais cedo ou mais tarde, você vai ser pego... Então, uma dica, não invente, apenas aumente.
Quanto à segunda categoria, é a mentira mais comum, aquela que usa como pano de fundo uma verdade, e então distorce os fatos reais para amoldá-los à vontade do interlecutor - é assim que chamaremos o mentiroso daqui pra frente -, é uma técninca EXTREMAMENTE difundida entre todos os seres humanos. E é exatamente por isso que vou falar sobre os místicos segredos desta arte, e explicar as 10 principais manhas usadas para enganar (e como pegar cada uma delas, se for possível).
Ahhh sim, antes de mais nada, é preciso que você saiba de uma verdade triste: TODOS MENTEM!
Sim, é triste, eu também fiquei chocado quando Dr. Hause me provou isso. Sua mãe, minha mãe, seu pai, meu pai, sua(eu) namorada(o), minha namorada, seu professor de ética - seja lá qual o curso que você faz -, seus melhores amigos, meus melhores amigos, o pastor da sua igreja ou o padre da sua paróquia... Todo mundo. Sem exceções. Somos todos mentirosos natos.
Aos que assumem, meus sinceros cumprimentos. Aos que negam... Parabéns, metir para sí mesmo é o primeiro passo rumo à perdição. E como um estudioso compulsivo do comportamento humano (principalmente dos hábitos RUINS dessa espécie tão hipócrita), encontrei 10 'constantes' na arte da enganação:
01º - Credibilidade.
02º - Álibe.
03º - modus operandi.
04º - Complexidade/Simplicidade.
05º - Culpa.
06º - Dependência.
07º - Negação.
08º - Argumentação Frágil.
09º - Medo.
10º -
Estas dez constantes resumem tudo que precisamos saber sobre estas vís, e terríveis pessoas, sem qualquer honra e dignidade: Os Mal Carater.
Sendo assim, vou explicar cada uma das 10, para que não restem dúvidas sobre como agem os famosos Contadores de Histórias da Caroxinha, e como pegá-los NO ATO... Ou, passarmos todos nós a agirmos como eles. ; )
Com vocês, os 10 segredos da arte da MENTIRA.
1º - CREDIBILIDADE.
Pra mim, sem sombra de dúvidas, o mais relevante dos 10. Não existe - em nenhum nível - enganação se não houver credibilidade em relação à vítima, ela TEM NECESSÁRIAMENTE de acreditar que aquilo que você está falando é verdade. A credibilidade é a peça chave para que o interlocutor consiga demonstrar para a vítima que os fatos aconteceram exatamente como ele fala (e não como a amiga bisbilhoteira e invejosa dela fala), ou que a história que ele está contando é tão verdadeira e certa como 2+2 são 4.
Em termos gerais, a credibilidade é o alicerce de qualquer mentira, é ela quem vai dar base de sustentação para 'colar' o ato. E o que acontece se o alicerce é fraco? a edificação necessáriamente vai ruir. Uma mentira edificada sobre uma relação de desconfiança provavelmente será descoberta, e completamente desvendada, fazendo com que o interlocutor ganhe a famosa alcunha de MENTIROSO. Então, se for mentir, garanta que seu nome está limpo na praça e que as pessoas vitimadas confiam em você.
Em contrapartida, dar credibilidade a alguém é uma questão extremamente pessoal, creio que não existe nada que eu possa falar quanto a isso que vá ajudar a levar à cabo o meliante. A confiança é a base de TODA a relação duradoura, seja ela fraternal, conjugal, familiar... Qualquer uma. Assim, cabe à cada qual dar ou deixar de dar credibilidade aos outros. Creio que o máximo que posso fazer é advertir: Mesmo que confiemos, nunca podemos ser cegos aos sinais que exisitirem, nunca podemos confiar plenamente, e sempre temos de nos ater aos fatos e buscar a verdade deles. Por que... A verdade está lá fora!
02º - ÁLIBE
Pode ter certeza de uma coisa, este não está em 2º lugar por acaso.
O álibe é uma das mais convincentes formas de fazer com que uma mentira vire verdade. Sabe quando 'fulano' te conta uma história, e outras pessoas começam a falar que aquilo ali é realmente verdade? Pois é, 'fulano' está acobertado por um álibe. Ter um álibe é de suma importância para que a enganação seja convincente e conclusiva, saber que vão dizer que você REALMENTE estava em casa na hora do acontecido, ou que não viram você ficando com fulana ou com beltrana, mas sim sentadinho na sua mesa, ou mesmo em outro lugar completamente diferente é o que vai tranquilizar a vítima de que você está dizendo a verdade.
O álibe é funado nas palavras de uma terceira pessoa - no mínimo na maioria das vezes, existem outros álibes, fotos, gravações, tícketes de cinema, cupons fiscais de cartão de crédito... Tudo que complrove que você não estava onde disseram que você estava, ou que comprove que não fez o que disseram que você fez pode ser considerado um álibe -, que segue EXATAMENTE as mesmas regras adstritas ao interlocutor, principalmente a primeira regra, a credibilidade do álibe tem de ser válida paa que seja levada em consideração. Não adianta nada você ter como álibe aquele seu amigo fanfarrão e beberrão, que é mais prostituto que uma vadia de zona, a vítima vai desconfiar que ele NUNCA te delataria, os melhores álibes são pessoas neutras, ou que a vítima supõe que são neutras.
Uma causa válida é a compra de um álibe, o suborno é usado em larga escala para conseguir álibes, ou o silêncio de pessoas que possam desmantelar o 'esquema'.
Quanto às formas de se evitar os falsos álibes, vale o mesmo que já foi dito em relação à credibilidade do interlocutor e mais, nunca acredite em amigos dele ou amigas dela. Amigos tendem a defender os seus, tendem a ter um nível considerado de cumplicidade, o mesmo valendo para inimizades diretas, que com toda certeza vão querer ver ele se ferrar. Procure esclarecer a situação com pessoas neutras em relação ao interlocutor e à você, se necessário utilizando um ou dois subornos para respostas mais exatas.
03º - MODUS OPERANDI
Aqui entramos em uma esfera técnica da nobre arte da malandragem. Modus Operandi, é a forma usada pelo interlocutor para contar sua versão dos fatos, ou sua história. Todos nós (sem exceção) tendemos a ficar ansiosos diante da mentira e, exatamente por isso, acabamos criando algum tique relacionado a este nervisismo. Algumas pessoas desviam os olhos (por achar que se olhar nos olhos da vítima não conseguirá ser convincente), outras coçam o braço ou a nuca, algumas bocejam ou ainda riem de forma desconcertada (um sorriso amarelo e sem graça), e este é exatamente o sinal de que uma mentira está sendo contada.
O enganador nato, aquele com um 'dom especial' para a tapiagem, se diferencia dos meros amadores exatamente neste quesito. o modus operandi é uma delatação da mentira e se for percebido pode crebrar a credibilidade que a vítima deposita em você, sendo assim, é IMPORTANTÍSSIMO que este pequeno vício seja suprimido - pra não dizer completamente controlado e erradicado -, fazendo assim com que os movimentos, a fala e a segurança sejam impecáveis no momento do ato.
Eu conheço duas formas de suprimir o modus operandi, a primeira delas é conhcer a si mesmo tão bem a ponto de saber exatamente o que você faz quando utiliza-se do subterfugio da falsa lábia... No entanto, creio que este seja um modo meio 'hard' pra maioria das pessoas. Nem todo mundo se conhece, e sendo o modus um ato involuntário do cérebro (exatamente, mesmo que você não queira fazer, você VAI fazer, à não ser que você se concentre MUITO em não fazer, ou treine a si mesmo para perder o hábito), saber qual é a ação delatória se torna muito dificil. A outra forma, conciste em ver a você mesmo mentindo para então saber o que você faz e se esforçar para convencer seu cérebro de que não existe necessidade daquele movimento involuntário. Acredite... Já peguei DEZENAS de mentiras apenas observando o modus operandi dos interlocutores, é a forma mais simples de se acertar um larápio.
Aos que querem pegar um mentiroso no ato, a dica que dou é observar todos os movimentos que a outra pessoa faz, qualquer coisa que ela fale repetidamente, qualquer suspiro ou olhadela de esguelha... Qualquer sinal pode ser o modus operandi, e quando se é capaz de captá-lo é quase o mesmo que ter um radar contra mentiras, nenhuma vai passar despercebida.
Ahhhh... Já ia me esquecendo, existe ainda um terceiro tipo de modus operandi, só que este é perigoso DE MAIS, o mentiroso por excelência. Quando você encontrar uma pessoa que sequer sente-se ansiosa em contar uma mentira, enganar, tapiar ou fazer qualquer tipo de malandragem... Preocupe-se, por que você está diante de um ícone da canalhisse, e provavelmente vai ser enganado antes mesmo que possa perceber que foi.
04º - COMPLEXIDADE/SIMPLICIDADE.
Este é outro dos pontos pesados da enganação - quase uma filosofia em si mesmo -, e com certeza uma das teorias que mais ajuda a chegar próximo da mentira sem máculas. Quando contamos uma mentira, como ela deve ser? Deve ser complexa e cheia de detalhes? Deve abranger todas as possibilidades e ter uma explicação para cada uma das hipóteses possíveis dentro daquiloq ue foi falado? Ou ela deve ser simples e genérica, abrangendo apenas os pontos mais dinâmicos e importantes, deixando de lado detalhismos e explicação minimalistas, em prol de algo menos conciso porém mais fácil de sustentar?
Em que peso o respeito que tenho pelas oiniões em contrário, a mentira é algo simples, porém com um fundinho (bem lá no fundinho mesmo) de complexidade. Sendo direto, de NADA adianta criar uma versão superdetalhista e cheia de minimalismos da história, se não existe como sustentar esta segunda versão sem atravessar nelas ainda mais mentiras. Mentiras complexas (como aquels em que o interlocutor tem de criar fatos do nada) são frágeis, e fácilmente detectáveis por sempre entrecortarem-se de outras mentiras para explicar cada um dos detalhes.
Querem um exemplo disso? Ok, vamos lá...
Vamos supor... A é namorado de B, e foi a uma festa sem que B soubesse. Nesta festa, A ficou com C, D, E e ainda transou com F. Nesta mesma festa estava E, amiga de B e que viu A fazendo toda a putaria. No dia seguinte, E conta a B que A estava na festa, e mostra uma foto dele na festa (sentado em uma mesa, SOZINHO), no mesmo instante B vai a casa de A e o encontra de ressaca - outra prova de que ele havia ido à festa - e faz as seguintes acusações: 1) Que ele foi à festa; 2) que ele ficou com MONTES E MONTES de garotas; 3) que ele foi para um motel com no mínimo uma delas.
Dentro deste contexto, A pode fazer duas coisas: 1º) Confessar tudo que fez e tentar o perdão; 2º) Mentir. Como A é um cara esperto (ou no mínimo acha que é) ele escolhe a 2ª opção, mentir. Não existe como descartar o fato de que ele foi na festa, afinal de contas, contra provas não há argumentos, réu confesso. Contra as outras acusações, se ele for minimalista e detalhista, vai ter de arrumar provas e álibes para cada um de seus argumentos, e entrecortar cada um deles com outras mentiras (como explicar o que ele fez na festa sem dizer ainda mais mentiras?). Se ele mentir de forma geral e simplificada, dizendo somente que foi à festa sim, por que os amigos chamaram e por que ele estava à muito tempo sem sair com a galera (o que no caso telado é verdade) e assumir que errou por não ter avisado (o que também é verdade), e que na festa ele apenas se divertiu com os amigos (o que também é verdade, olhando do ponto de vista do interlocutor), e que ela é a única mulher da vida dele, que é ela quem ele ama e que ele jamais faria nada para magoá-la (neste caso, contar a ela das traições... O que com certeza a deixaria chocada), não haveria necessidade de maiores mentiras, e o problema estaria resolvido com alguns álibes fortes (pessoas que estavam na festa, e que você pode colcoar no meio da discussão, e depois pagá-las para limpar sua barra dizendo que não faez nada além de zuar com os amigos).
Fim da linha. 'A' se safou do ódio de sua amada namorada apenas com meias-verdades e mentiras simples e gerais, nada muito complexo e cheio de ranhuras. O segredo está na simplicidade e, PRINCIPALEMENTE, NA CREDIBILIDADE!
05º - CULPA.
Este é um dos pontos mais simples, creio que não existe muita complexidade quando o assunto é a CULPA. Muitos confundem culpa com arrependimento, o que é um erro, são institutos COMPLETAMENTE diferente. A culpa é um sentimento de resignação pelo seus próprios atos, mas sem a vontade de mudá-los, ao contrário do arrependimento que gera a vontade de mudar aquilo que já foi feito.
A ética nos ensina que, quando agimos em desacordo com a norma social (matando, roubando, estuprando, MENTINDO), e considerando que somos pessoas em completo equilibrio psicológico e temos os valores sociais e morais da sociedade cristã ocidental, seremos acometdios de arrependimento, podemos não conseguir voltar no tempo e mudar aquilo que foi feito, mas repararemos o dano causado, e não voltaremos a cometer aquele delito moral e éticamente reprovável. O mentiroso, ao contrário do comum, não sente arrependimento, sente somente culpa.
A culpa, apesar dos efeitos de resignação pelo ato (injuriação, auto-crítica, auto-decepção, etc.), não impede que o interlocutor desfrute dos benefícios alcançados, ou que venha a repetir tal ato de forma deliberada (reincidindo assim os efeitos da culpa). Um exeplo clássico é aquele do adolescente que sempre diz "Mãe, essa foi a última vez!" e na semana seguinte chega novamente embreagado em casa.
Sendo assim, minimizar os efeitos da culpa é fundamental para uma mentira bem contada. Agir como se nada houvesse acontecido, casualidade e despreocupação são fundamentais. Qualquer traço de culpa, e uma pessoa desconfiada pode facilmente ligar os elos da corrente e descobrir a realidade sobre o mal feito (ou até mesmo descobrir o mal feito).
Do outro lado, é necessário ficar sempre atento ao síntomas da culpa e PRINCIPALMENTE à reincidência sobre aquilo que aconteceu. O arrependimento significa que a pessoa mudou, melhorou e não mentiu (por que o arrependimento implica em confissão), já o mero culpado vai se remoer apenas para não dizer que não sente pelo ocorrido, mas no fundo, ta louco pra praticar de novo.
[É... Eu adorei aqueles 12 segundos. Mas nunca teria tido eles se pudesse voltar!]
Pois é....
Eu achei que daria pra postar TUDO hoje, mas to meio sem saco pra isso, o resto fica pra outro dia.
Espero que vocês leiam (realmente espero MESMO que algumas pessoas leiam isso), e apreciem, se desconfiem e PRINCIPALMENTE... Que APRENDAM alguma coisa, e percebam que... No curso que vocês tão graduando, EU JÁ SOU REITOR!!
Enfim...
Bye Malks! ô/
;*
PS: Te adoooooooooooro minha linda!!! ^__^
4 comentários:
"Temos um sócio no clube dos canalhas
Não admitimos que apontem nossas falhas
Queremos tudo um dia, tudo isso que a vida tem de bom...
Farra pra tudo é um bom remédio
Só um idiota completo morre de tédio
Queremos tudo um dia, tudo isso que a vida tem de bom..."
Mto bom o post Norgrande... inclusive, pra um bom mentiroso, a sustentação e permanência dos "fatos" contados a longo prazo é importante, pra não ocorrer de:
A: - sabe aquele seu amigo fulano, que tava com vc no bar anteontem?
B: - que amigo? qual bar?
B = OWNED!
Abraço nego
muito bom o post, porem eu discordo em uma coisa a respeito da parte dos cacuetes
o cacuete é referente a vontade da pessoar d fazer com q o outro acredite na sua afirmativa, porem tem pessoas q ao contarem algo q é verdade ficam querendo mostrar q ta falando a verdade e tem esse problema, mas quando vai contar a mentira ja ta com ela pensada ou tem crebro suficiente pra pensar em algo bom na hora e conta como c fosse caso rotineiro
Esse texto foi retirado de algum tutorial para ser um bom advogado?
cara
sua explanação fico foda
curti pacas
congratulations man!
abraço
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