<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965</id><updated>2011-07-28T18:00:12.099-07:00</updated><category term='mentira'/><category term='tapiagem'/><category term='natalie'/><category term='Uma Questão de Negócios'/><category term='relacionamento'/><category term='bate coração fidelidade poeira antigos'/><category term='enganação'/><title type='text'>A Confraria!</title><subtitle type='html'>Não confunda com "A Putaria!".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-4357067512587021252</id><published>2010-01-09T16:43:00.000-08:00</published><updated>2010-01-09T18:53:05.229-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natalie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tapiagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enganação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mentira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamento'/><title type='text'>Malandragem...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Ok... Primeiramente, este não é o tipo de post que costumo fazer... Prefiro narrativas, crônicas simples, críticas, etc. Acho que nunca me aventurei muito em textos explicativos, mas no fundo, não existe nenhum GRANDE segredo para isso ( no mínimo eu espero que não), é como em qualquer outro, as palavras vez na cabeça como um discurso e você as coloca no 'papel', faz uns ajustes e pronto, tudo resovido.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enfim... Não vamos fugir do tema, por que hoje (e nos próximos posts se a inspiração continuar) vou explanar sobre um assunto bastante controverso: Mentira.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que é uma mentira? Como ela pode nos afetar? Até onde é 'ético' e necessário mentir, e quando isso se torna um vício? Como se livrar de uma mentira? Como não ser pego em uma mentira? E, principalmente, como PEGAR um mentira.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E não entenda mentira (no mínimo não neste contexto) como aquelas histórias inventivas, no mínimo não somente, entenda mentira como qualquer nível de enganação, ludibriação, história inventiva, meia-verdade ou tentativa de utilizar-se de fatos/atos dúbios para obter qualquer vantagem. Qualquer dessas coisas vai se enquadrar como 'mentira' para nós.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bem, o que tenho a dizer em princípio é que a mentira se divida , básicamente, em duas categorias:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;1ª - Aquelas que são completamente inventadas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;2ª - Aquelas que são baseadas em verdades.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A primeira categoria é o tipo mais comumente chamado de 'mentira', são aquelas histórias que nunca ocorreram, fatos integralmente inventados. Este tipo de mentira é o mais sério, são mentiras como essas que retiram a credibilidade das pessoas, que ridicularizam quem é descoberto e, pricipalmente, são estas as mais dificieis de se construir (no entanto, plenamente possíveis se o interlocutor tiver talento).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não vou me ater muito a este tipo, não é um artifício que alguém deva se orgulhar muito de usar, inventar histórias pode ser algo extremamente viciante, e sempre existe o perigo de que, para corroboar uma invenção, você precise inventar cada vez mais. Mentir desta forma é como uma grande bola de neve e, mais cedo ou mais tarde, você vai ser pego... Então, uma dica, não invente, apenas aumente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quanto à segunda categoria, é a mentira mais comum, aquela que usa como pano de fundo uma verdade, e então distorce os fatos reais para amoldá-los à vontade do interlecutor - é assim que chamaremos o mentiroso daqui pra frente -, é uma técninca EXTREMAMENTE difundida entre todos os seres humanos. E é exatamente por isso que vou falar sobre os &lt;em&gt;místicos&lt;/em&gt; segredos desta arte, e explicar as 10 principais manhas usadas para enganar (e como pegar cada uma delas, se for possível).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ahhh sim, antes de mais nada, é preciso que você saiba de uma verdade triste: TODOS MENTEM!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sim, é triste, eu também fiquei chocado quando Dr. Hause me provou isso. Sua mãe, minha mãe, seu pai, meu pai, sua(eu) namorada(o), minha namorada, seu professor de ética - seja lá qual o curso que você faz -, seus melhores amigos, meus melhores amigos, o pastor da sua igreja ou o padre da sua paróquia... Todo mundo. Sem exceções. Somos todos mentirosos natos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aos que assumem, meus sinceros cumprimentos. Aos que negam... Parabéns, metir para sí mesmo é o primeiro passo rumo à perdição. E como um estudioso compulsivo do comportamento humano (principalmente dos hábitos RUINS dessa espécie tão hipócrita), encontrei 10 'constantes' na arte da enganação:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;01º - Credibilidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;02º - Álibe.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;03º - &lt;em&gt;modus operandi.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;04º - Complexidade/Simplicidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;05º - Culpa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;06º - Dependência.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;07º - Negação.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;08º - Argumentação Frágil.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;09º - Medo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;10º - &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Estas dez constantes resumem tudo que precisamos saber sobre estas vís, e terríveis pessoas, sem qualquer honra e dignidade: Os Mal Carater.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sendo assim, vou explicar cada uma das 10, para que não restem dúvidas sobre como agem os famosos Contadores de Histórias da Caroxinha, e como pegá-los NO ATO... Ou, passarmos todos nós a agirmos como eles. ; )&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com vocês, os 10 segredos da arte da MENTIRA.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;º - CREDIBILIDADE.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pra mim, sem sombra de dúvidas, o mais relevante dos 10. Não existe - em nenhum nível - enganação se não houver credibilidade em relação à vítima, ela TEM NECESSÁRIAMENTE de acreditar que aquilo que você está falando é verdade. A credibilidade é a peça chave para que o interlocutor consiga demonstrar para a vítima que os fatos aconteceram exatamente como ele fala (e não como a amiga bisbilhoteira e invejosa dela fala), ou que a história que ele está contando é tão verdadeira e certa como 2+2 são 4.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em termos gerais, a credibilidade é o alicerce de qualquer mentira, é ela quem vai dar base de sustentação para 'colar' o ato. E o que acontece se o alicerce é fraco? a edificação necessáriamente vai ruir. Uma mentira edificada sobre uma relação de desconfiança provavelmente será descoberta, e completamente desvendada, fazendo com que o interlocutor ganhe a famosa alcunha de MENTIROSO. Então, se for mentir, garanta que seu nome está limpo na praça e que as pessoas vitimadas confiam em você.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em contrapartida, dar credibilidade a alguém é uma questão extremamente pessoal, creio que não existe nada que eu possa falar quanto a isso que vá ajudar a levar à cabo o meliante. A confiança é a base de TODA a relação duradoura, seja ela fraternal, conjugal, familiar... Qualquer uma. Assim, cabe à cada qual dar ou deixar de dar credibilidade aos outros. Creio que o máximo que posso fazer é advertir: &lt;strong&gt;Mesmo que confiemos, nunca podemos ser cegos aos sinais que exisitirem, nunca podemos confiar plenamente, e sempre temos de nos ater aos fatos e buscar a verdade deles. Por que... A verdade está lá fora!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;02º - ÁLIBE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pode ter certeza de uma coisa, este não está em 2º lugar por acaso.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O álibe é uma das mais convincentes formas de fazer com que uma mentira vire verdade. Sabe quando 'fulano' te conta uma história, e outras pessoas começam a falar que aquilo ali é realmente verdade? Pois é, 'fulano' está acobertado por um álibe. Ter um álibe é de suma importância para que a enganação seja convincente e conclusiva, saber que vão dizer que você REALMENTE estava em casa na hora do acontecido, ou que não viram você ficando com fulana ou com beltrana, mas sim sentadinho na sua mesa, ou mesmo em outro lugar completamente diferente é o que vai tranquilizar a vítima de que você está dizendo a verdade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O álibe é funado nas palavras de uma terceira pessoa - no mínimo na maioria das vezes, existem outros álibes, fotos, gravações, tícketes de cinema, cupons fiscais de cartão de crédito... Tudo que complrove que você não estava onde disseram que você estava, ou que comprove que não fez o que disseram que você fez pode ser considerado um álibe -, que segue EXATAMENTE as mesmas regras adstritas ao interlocutor, principalmente a primeira regra, a credibilidade do álibe tem de ser válida paa que seja levada em consideração. Não adianta nada você ter como álibe aquele seu amigo fanfarrão e beberrão, que é mais prostituto que uma vadia de zona, a vítima vai desconfiar que ele NUNCA te delataria, os melhores álibes são pessoas neutras, ou que a vítima supõe que são neutras.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma causa válida é a compra de um álibe, o suborno é usado em larga escala para conseguir álibes, ou o silêncio de pessoas que possam desmantelar o 'esquema'.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quanto às formas de se evitar os falsos álibes, vale o mesmo que já foi dito em relação à credibilidade do interlocutor e mais, nunca acredite em amigos dele ou amigas dela. Amigos tendem a defender os seus, tendem a ter um nível considerado de cumplicidade, o mesmo valendo para inimizades diretas, que com toda certeza vão querer ver ele se ferrar. Procure esclarecer a situação com pessoas neutras em relação ao interlocutor e à você, se necessário utilizando um ou dois subornos para respostas mais exatas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;03º - &lt;em&gt;MODUS OPERANDI&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aqui entramos em uma esfera técnica da nobre arte da malandragem. &lt;em&gt;Modus Operandi, &lt;/em&gt;é a forma usada pelo interlocutor para contar sua versão dos fatos, ou sua história. Todos nós (sem exceção) tendemos a ficar ansiosos diante da mentira e, exatamente por isso, acabamos criando algum tique relacionado a este nervisismo. Algumas pessoas desviam os olhos (por achar que se olhar nos olhos da vítima não conseguirá ser convincente), outras coçam o braço ou a nuca, algumas bocejam ou ainda riem de forma desconcertada (um sorriso amarelo e sem graça), e este é exatamente o sinal de que uma mentira está sendo contada.&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O enganador nato, aquele com um 'dom especial' para a tapiagem, se diferencia dos meros amadores exatamente neste quesito. o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; é uma delatação da mentira e se for percebido pode crebrar a credibilidade que a vítima deposita em você, sendo assim, é IMPORTANTÍSSIMO que este pequeno vício seja suprimido - pra não dizer completamente controlado e erradicado -, fazendo assim com que os movimentos, a fala e a segurança sejam impecáveis no momento do ato.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu conheço duas formas de suprimir o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt;, a primeira delas é conhcer a si mesmo tão bem a ponto de saber exatamente o que você faz quando utiliza-se do subterfugio da falsa lábia... No entanto, creio que este seja um modo meio 'hard' pra maioria das pessoas. Nem todo mundo se conhece, e sendo o &lt;em&gt;modus&lt;/em&gt; um ato involuntário do cérebro (exatamente, mesmo que você não queira fazer, você VAI fazer, à não ser que você se concentre MUITO em não fazer, ou treine a si mesmo para perder o hábito), saber qual é a ação delatória se torna muito dificil. A outra forma, conciste em ver a você mesmo mentindo para então saber o que você faz e se esforçar para convencer seu cérebro de que não existe necessidade daquele movimento involuntário. Acredite... Já peguei DEZENAS de mentiras apenas observando o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; dos interlocutores, é a forma mais simples de se acertar um larápio.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aos que querem pegar um mentiroso no ato, a dica que dou é observar todos os movimentos que a outra pessoa faz, qualquer coisa que ela fale repetidamente, qualquer suspiro ou olhadela de esguelha... Qualquer sinal pode ser o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt;, e quando se é capaz de captá-lo é quase o mesmo que ter um radar contra mentiras, nenhuma vai passar despercebida.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ahhhh... Já ia me esquecendo, existe ainda um terceiro tipo de &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt;, só que este é perigoso DE MAIS, o mentiroso por excelência. Quando você encontrar uma pessoa que sequer sente-se ansiosa em contar uma mentira, enganar, tapiar ou fazer qualquer tipo de malandragem... Preocupe-se, por que você está diante de um ícone da canalhisse, e provavelmente vai ser enganado antes mesmo que possa perceber que foi.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;04º - COMPLEXIDADE/SIMPLICIDADE.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Este é outro dos pontos pesados da enganação - quase uma filosofia em si mesmo -, e com certeza uma das teorias que mais ajuda a chegar próximo da mentira sem máculas. Quando contamos uma mentira, como ela deve ser? Deve ser complexa e cheia de detalhes? Deve abranger todas as possibilidades e ter uma explicação para cada uma das hipóteses possíveis dentro daquiloq ue foi falado? Ou ela deve ser simples e genérica, abrangendo apenas os pontos mais dinâmicos e importantes, deixando de lado detalhismos e explicação minimalistas, em prol de algo menos conciso porém mais fácil de sustentar?&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em que peso o respeito que tenho pelas oiniões em contrário, a mentira é algo simples, porém com um fundinho (bem lá no fundinho mesmo) de complexidade. Sendo direto, de NADA adianta criar uma versão superdetalhista e cheia de minimalismos da história, se não existe como sustentar esta segunda versão sem atravessar nelas ainda mais mentiras. Mentiras complexas (como aquels em que o interlocutor tem de criar fatos do nada) são frágeis, e fácilmente detectáveis por sempre entrecortarem-se de outras mentiras para explicar cada um dos detalhes.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Querem um exemplo disso? Ok, vamos lá...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Vamos supor... A  é namorado de B, e foi a uma festa sem que B soubesse. Nesta festa, A ficou com C, D, E e ainda transou com F. Nesta mesma festa estava E, amiga de B e que viu A fazendo toda a putaria. No dia seguinte, E conta a B que A estava na festa, e mostra uma foto dele na festa (sentado em uma mesa, SOZINHO), no mesmo instante B vai a casa de A e o encontra de ressaca - outra prova de que ele havia ido à festa - e faz as seguintes acusações: 1) Que ele foi à festa; 2) que ele ficou com MONTES E MONTES de garotas; 3) que ele foi para um motel com no mínimo uma delas.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Dentro deste contexto, A pode fazer duas coisas: 1º) Confessar tudo que fez e tentar o perdão; 2º) Mentir. Como A é um cara esperto (ou no mínimo acha que é) ele escolhe a 2ª opção, mentir. Não existe como descartar o fato de que ele foi na festa, afinal de contas, contra provas não há argumentos, réu confesso. Contra as outras acusações, se ele for minimalista e detalhista, vai ter de arrumar provas e álibes para cada um de seus argumentos, e entrecortar cada um deles com outras mentiras (como explicar o que ele fez na festa sem dizer ainda mais mentiras?). Se ele mentir de forma geral e simplificada, dizendo somente que foi à festa sim, por que os amigos chamaram e por que ele estava à muito tempo sem sair com a galera (o que no caso telado é verdade) e assumir que errou por não ter avisado (o que também é verdade), e que na festa ele apenas se divertiu com os amigos (o que também é verdade, olhando do ponto de vista do interlocutor), e que ela é a única mulher da vida dele, que é ela quem ele ama e que ele jamais faria nada para magoá-la (neste caso, contar a ela das traições... O que com certeza a deixaria chocada), não haveria necessidade de maiores mentiras, e o problema estaria resolvido com alguns álibes fortes (pessoas que estavam na festa, e que você pode colcoar no meio da discussão, e depois pagá-las para limpar sua barra dizendo que não faez nada além de zuar com os amigos).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fim da linha. 'A' se safou do ódio de sua amada namorada apenas com meias-verdades e mentiras simples e gerais, nada muito complexo e cheio de ranhuras. O segredo está na simplicidade e, PRINCIPALEMENTE, NA CREDIBILIDADE!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;05º - CULPA.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Este é um dos pontos mais simples, creio que não existe muita complexidade quando o assunto é a CULPA. Muitos confundem culpa com arrependimento, o que é um erro, são institutos COMPLETAMENTE diferente. A culpa é um sentimento de resignação pelo seus próprios atos, mas sem a vontade de mudá-los, ao contrário do arrependimento que gera a vontade de mudar aquilo que já foi feito.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A ética nos ensina que, quando agimos em desacordo com a norma social (matando, roubando, estuprando, MENTINDO), e considerando que somos pessoas em completo equilibrio psicológico e temos os valores sociais e morais da sociedade cristã ocidental, seremos acometdios de arrependimento, podemos não conseguir voltar no tempo e mudar aquilo que foi feito, mas repararemos o dano causado, e não voltaremos a cometer aquele delito moral e éticamente reprovável. O mentiroso, ao contrário do comum, não sente arrependimento, sente somente culpa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A culpa, apesar dos efeitos de resignação pelo ato (injuriação, auto-crítica, auto-decepção, etc.), não impede que o interlocutor desfrute dos benefícios alcançados, ou que venha a repetir tal ato de forma deliberada (reincidindo assim os efeitos da culpa). Um exeplo clássico é aquele do adolescente que sempre diz "&lt;em&gt;Mãe, essa foi a última vez!"&lt;/em&gt; e na semana seguinte chega novamente embreagado em casa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sendo assim, minimizar os efeitos da culpa é fundamental para uma mentira bem contada. Agir como se nada houvesse acontecido, casualidade e despreocupação são fundamentais. Qualquer traço de culpa, e uma pessoa desconfiada pode facilmente ligar os elos da corrente e descobrir a realidade sobre o mal feito (ou até mesmo descobrir o mal feito).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Do outro lado, é necessário ficar sempre atento ao síntomas da culpa e PRINCIPALMENTE à reincidência sobre aquilo que aconteceu. O arrependimento significa que a pessoa mudou, melhorou e não mentiu (por que o arrependimento implica em confissão), já o mero culpado vai se remoer apenas para não dizer que não sente pelo ocorrido, mas no fundo, ta louco pra praticar de novo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;[É... Eu adorei aqueles 12 segundos. Mas nunca teria tido eles se pudesse voltar!]&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pois é....&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu achei que daria pra postar TUDO hoje, mas to meio sem saco pra isso, o resto fica pra outro dia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Espero que vocês leiam (realmente espero MESMO que algumas pessoas leiam isso), e apreciem, se desconfiem e PRINCIPALMENTE... Que APRENDAM alguma coisa, e percebam que... No curso que vocês tão graduando, EU JÁ SOU REITOR!!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enfim...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bye Malks! ô/&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;;*&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;PS: Te adoooooooooooro minha linda!!! ^__^&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-4357067512587021252?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/4357067512587021252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=4357067512587021252' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/4357067512587021252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/4357067512587021252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2010/01/malandragem.html' title='Malandragem...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-8488948603342728353</id><published>2009-11-07T20:04:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T20:08:22.618-08:00</updated><title type='text'>Rotina... (remake)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não me perguntem o que deu em mim hoje... Eu não sei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rsolvi pegar um texto antigo meu. O primeiro aqui do Blog, e reescrevê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim... Acho que amadureci minha escrita... Eu gostei mais dessa versão. É mais concisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De qualquer modo, ta ae... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*****************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quantas horas haviam passado?&lt;br /&gt;Quantas vezes haviam sido daquela mesma forma?&lt;br /&gt;Era mais uma manhã, de um ano qualquer... De uma década qualquer... De um século qualquer... De uma vida qualquer.&lt;br /&gt;Era sempre tudo da mesma forma. O relógio marcava 6:00AM, e tocava sempre pontualmente - uma pontualidade beática, diga-se de passagem -, com o mesmo som irritante todas as manhãs. Era sempre isso. Os azuleijos azuis, a água quente e o vapor "intoxicante" misturado ao cheiro de flores silvestres e lavanda. Sempre os mesmos sabonetes. Sempre o mesmo toque das toalhas felpudas e fofas, um toque suave e gentil, que à seus olhos pareciam o esfolar de uma pedra. O espelho... Sempre a mesma imagem no espelho. E isto era tudo que havia naquela manhã, tudo exatamente como sempre fora.&lt;br /&gt;Os mesmos passos rápidos e "bom dia", as mesmas discussões e falatórios. Ele foi o primeiro a sair de casa, o beijo tornara-se algo quase mecânico, apenas um pouco de sabor no fundo boca e ela se perguntou novamente onde estaria a paixão e o calor dos adolescentes. As crianças se sujavam como sempre, e aquele "tchau" sem vida parecia não fazer a menor diferença para ela, eles eram parte dela, parte de sua vida, de sua história, de suas conquistas e "felicidades". Mas sempre havia espaço para a pergunta... "Até onde conhece seus filhos?".&lt;br /&gt;Eram tantas atividades, sempe tão ocupados com seus afazeres que ela mal via as crianças e quando em casa,haviam se tornado escravos do progresso, entregando suas vidas a computadores e televisões, mas estes, apenas faziam bem o seu trabalho.&lt;br /&gt;O latido do cachorro - que já fora alto e intenso - não passava de um som distânte, profundo, opaco. Já não tinha mais o condão de encomodá-la, afinal de contas, ele sempre latia... Todas as manhãs. Ela sempre ouvia... Todas as manhãs, enquanto todos estavam indo para suas atividades, deixando-a com as dela.&lt;br /&gt;Ela ficou ainda por muito tempo parada na porta de sua casa. Ela podia ouvir a torneira gotejando vagarosa e incessantemente, o apitar da chaleira e lembrava-se que ganhara ela de presente de casamento... Alguma tia distante provavelmente. O som da TV ligada na sala também podia ser ouvido, e ela sabia que os jornais daquela manhã davam todo tipo de notícias sobre barbáries e violência... Era assim todas as manhãs. Então, por um momento ela se lembrou do programa de receitas que tinha por costumo assistir e no momento seguinte, já não se lembrava dele mais.&lt;br /&gt;Tudo aquilo era tão comum. Tão comum, que ela jamais havia se dado conta do que se passava ali. Cada uma das coisas ali estava sempre como ela havia deixado. As flores - de um amarelo morto que ficavam sobre a mesa - tão artificiais quanto qualquer outra coisa dentro daquela casa, os copos e os cristais finamente arrumados e que brilhavam todas as vezes que o sol refletia-se sobre eles. Tudo muito bem organizado, tanto, quanto a sua própria mente. A cortina finamente enlaça, tanto quanto era finamente enlaçado seu penteado.&lt;br /&gt;Tudo aquilo era sempre tão normal...&lt;br /&gt;Tudo aquilo era sempre tão banal...&lt;br /&gt;Ela podia sentir a estranheza. Não haviam mais dias ensolarados e crianças correndo no quintar. Não haviam mais noites frias com chocolate quente e carinho aconchegante. Não havia mais família. Não havia mais casamento. NÃO HAVIA MAIS VIDA!&lt;br /&gt;Tudo estava sempre da mesma forma...&lt;br /&gt;SEMPRE!&lt;br /&gt;Tudo estava SEMPRE na mesma rotina!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS: O Original é o primeiro texto do blog, se não conhece...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://normymalk.blogspot.com/2007/09/rotina.html"&gt;normymalk.blogspot.com/2007/09/rotina.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ta ae&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-8488948603342728353?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/8488948603342728353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=8488948603342728353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/8488948603342728353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/8488948603342728353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2009/11/rotina-remake.html' title='Rotina... (remake)'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-3780240710032714407</id><published>2009-10-25T21:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-25T22:04:12.267-07:00</updated><title type='text'>Viajem...</title><content type='html'>&lt;p&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"And what costume shall the poor girl wear&lt;br /&gt;To all tomorrow's parties&lt;br /&gt;A hand-me-down dress from who knows where&lt;br /&gt;To all tomorrow's parties&lt;br /&gt;And where will she go, and what shall she do&lt;br /&gt;When midnight comes around&lt;br /&gt;She'll turn once more to Sunday's clown and cry behind the door"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Onde estava mesmo?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Qual era mesmo o problema?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Justine dificilmente se lembrava mesmo de quem era, e dificilmente se lembraria de que foi na noite anterior. Seus cabelos pendiam jogados para trás, em uma estranha e desconexa dança embalada por um vento quase inexistente. Justine sentia-se feliz. Era o centro das atenções, e sabia que isso era o que realmente valia à pena. Sentia-se a maior das rainhas, a mais poderosa das santas e a mais perversa das meretrizes. Sentia que poderia chegar a qualquer lugar. Sentia seus cabelos dançarem à valsa leve da brisa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"And what costume shall the poor girl wear&lt;br /&gt;To all tomorrow's parties&lt;br /&gt;Why silks and linens of yesterday's gowns&lt;br /&gt;To all tomorrow's parties&lt;br /&gt;And what will she do with Thursday's rags&lt;br /&gt;When Monday comes around&lt;br /&gt;She'll turn once more to Sunday's clown and cry behind the door"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Justine.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela ouvia seu nome ser chamado. Ouvia seu nome ser clamado. Ouvia cada um de seus súditos delirando com sua performance. Justine, a poderosa. Justina, a Magnífica. Justine, a Deusa. Ela girava e girava... Cada vez mais veloz, e seus cabelos rodopiavam como em um frenesi inumano, algo que sequer podia ser compreendido de tão belo, mas que de tão selvagem prendia cada um dos olhares no salão. Justine sentia-se desejada, sentia-se uma musa que inspirava canções e poemas, sentia-se uma diva de gostos refinados. Sentia os toques atrvidos e os carinhos maliciosos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ahhh Justine... - Pensava de sí própria - Ahhhh Justine.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"And what costume shall the poor girl wear&lt;br /&gt;To all tomorrow's parties&lt;br /&gt;For Thursday's child is Sunday's clown&lt;br /&gt;For whom none will go mourning"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela perdia-se  em seus devaneios mais promíscuos, em seus sonhos mais carinhosos e desejaveis. Justine era a dona da noite, uma senhora de fortunas e gostos. Todos veneravam Justine. Todos amavam Justine. Todos queriam Justine. Tudo era Justine. Tudo para Justine... Ahhhh Justine. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ahhhh Justine...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ahhhh Justine...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Justine...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Justine...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jus...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jus...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E na machete do dia seguinte, estava Justine...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Garota de 22 anos, filha de proeminente empresário britâncio é encontrada Morta na Sunset com a Goles. Médicos atestam overdose de entorpecentes".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"A blackened shroud&lt;br /&gt;A hand-me-down gown&lt;br /&gt;Of rags and silks - a costume&lt;br /&gt;Fit for one who sits and cries&lt;br /&gt;For all tomorrow's parties"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;....&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.....&lt;/p&gt;&lt;p&gt;......&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;FIM!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Música: &lt;em&gt;"Velvet Underground - All Tomorrow's Parties"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;( http://letras.terra.com.br/velvet-underground/41687/traducao.html )&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-3780240710032714407?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/3780240710032714407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=3780240710032714407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/3780240710032714407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/3780240710032714407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2009/10/viajem.html' title='Viajem...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-4256014783652320302</id><published>2009-08-24T18:13:00.001-07:00</published><updated>2009-08-24T18:37:35.478-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bate coração fidelidade poeira antigos'/><title type='text'>Tirando a Poeira...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É... Eu acho que ta mesmo cheio de poeira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais de 3 meses sem uma palavra sequer, sem um cobre buraco... Nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que perdi o "tesão" pela escrita, ou talvez apenas não tenha mais sentido a inspiração que já tive outrora. As coisas vêm a mente, mas sempre muito rápido para que meus dedos possam grafá-las. Minha mente trabalha mais rápido que o resto consegue acompanhar. E eu juro... Odeio isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas já que estou aqui, por que não falar sobre algo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não pode ser tão complicado assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida é engraçada... MUITO engraçada. No mínimo eu acho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você tem uma vida tranquila, tem uma vida que muitos invejam e querem para si próprios, tem uma vida que a cada dia se consolida mais. Mas então... Tudo vai por água baixo, sabe-se deus lá por que. Então, você está aqui, sem nada do que tinha, e começa a pensar sobre o que poderia ter sido se nunca houvesse se demitido, se não houvesse fugido, se nunca tivesse traído. E você está à beira de ficar maluco com isso, a beira de um colapso, e parece que nada  pode dar certo de novo, tudo parece que vai desmoronar e esmagar você. Você é a pessoa mais miserável do mundo, o pior dos diabos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Heh... Jà sentiu-se assim? Se já, você sabe (ou não) de uma coisa: "A vida vai melhorando, e tudo vai passando... Um dia, as coisas voltam ao normal."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo sempre volta ao normal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo para de girar ao contrário, o peso vai embora, a tristeza desaparece, a culpa se torna apenas uma manchinha no passado, que o tempo pode nunca apagar, mas faz questão de deixar para trás. Tudo passa... TUDO!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E uma carta é sempre bem vinda pra mostrar que a vida vai andando e se acertando como dá pra se acertar. E que tudo um dia vai melhorar e voltar "a ser como antes", por que ninguém se exime de ser feliz quando o momento de ser feliz chegar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A vida vai melhorando, e tudo vai passando... Um dia, as coisas voltam ao normal."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo passa... TUDO!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aqui... Uma carta sobre um futuro que nunca existiu, e um presente que ainda é.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;P.S: I LOVE YOU&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;(Nellie McKay)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dear, I thought I'd drop a line.&lt;br /&gt;The weather's cool. The folks are fine.&lt;br /&gt;I'm in bed each night at nine.&lt;br /&gt;P.S. I love you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yesterday we had some rain,&lt;br /&gt;but all in all I can't complain.&lt;br /&gt;Was it dusty on the train?&lt;br /&gt;P.S. I love you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Write to the Browns just as soon as you're able.&lt;br /&gt;They came around to call.&lt;br /&gt;I burned a hole in the dining room table.&lt;br /&gt;And let me see, I guess that's all.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nothin' else for me to say,&lt;br /&gt;and so I'll close. Oh, by the way,&lt;br /&gt;everybody's thinkin' of you.&lt;br /&gt;P.S. I love you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I do my best to obey all your wishes.&lt;br /&gt;I put a sign up. Think&lt;br /&gt;now I got to buy us a new set of dishes,&lt;br /&gt;or wash the ones that have piled in the sink.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nothing else to tell you, dear.&lt;br /&gt;Except, each day feels like a year.&lt;br /&gt;Every night I'm dreamin' of you.&lt;br /&gt;P.S. I love you.&lt;br /&gt;P.S. I love you.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Bye!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;:&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*********&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;PS: Tradução:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;( &lt;a href="http://www.lyricstime.com/nellie-mckay-p-s-i-love-you-tradu-o-lyrics.html"&gt;http://www.lyricstime.com/nellie-mckay-p-s-i-love-you-tradu-o-lyrics.html&lt;/a&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-4256014783652320302?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/4256014783652320302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=4256014783652320302' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/4256014783652320302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/4256014783652320302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2009/08/tirando-poeira.html' title='Tirando a Poeira...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-1403760508132347043</id><published>2009-05-08T12:42:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T20:22:40.906-07:00</updated><title type='text'>Foco...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Ele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;reteseou&lt;/span&gt;-se novamente enquanto divagava.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Seu olhar perdido em algum ponto no horizonte, parecia buscar algo. Foco.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Essa palavra, girava a cada segundo em sua mente, muito provavelmente longe do próprio sentido. Foco.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Quanto tempo teria ficado focado em algo à ponto de estar em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sintonia&lt;/span&gt; com aquilo, parte &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;harmônica&lt;/span&gt; do todo em que se integrava, se construía. Riu de si mesmo por estar pensando nisso.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Seus olhos se delongaram um pouco mais naquele pontos, as curvas dela tinham um sabor aos olhos que fazia com que prendesse sua atenção, até mesmo, mais do que gostaria. Foco, se lembrou. Resolveu que focaria-se naquilo. Se lembrava com perfeição de detalhes de cada uma daquelas curvas. Podia se lembrar mesmo dos toques, de cada uma das &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sensações&lt;/span&gt;, do respirar... Irritou-se.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Se perguntou mais de uma vez para onde havia ido seu foco, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;reteseou&lt;/span&gt; os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;músculos&lt;/span&gt; das costas, em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;esgar&lt;/span&gt;, afim de espantar qualquer pensamento. Mente limpa. Mente vazia. Mas eles ainda vinham em torrentes, inundavam-lhe a visão mesmo de olhos fechados. Irritou-se ainda mais, deixou de olhar. Se concentrou. Foco... Uma folha.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Mente limpa. Mente vazia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Uma vida inteira - começou -, pensamentos profundos, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;intrínsecos&lt;/span&gt;, que algumas pessoas até mesmo diriam, filosóficos, absurdos, dementes. Um único momento era o suficiente. Tanta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;pseudo&lt;/span&gt;-genialidade apenas o irritava cada vez mais, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;começou&lt;/span&gt; a protestar por ignorância, quando lembrou-se de que não seria ouvido. Queria apreciar aquelas curvas com outros olhos, olhos mortais, sem se lembrar de tantas outras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;coi&lt;/span&gt;... Foco!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Riu novamente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Os movimentos bruscos ainda eram os mesmos, e tornavam-se vivos, quase uma sequência de obras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;capitâneas&lt;/span&gt;, rubras e escarlate. Eram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;exatamente&lt;/span&gt; assim em sua imaginação, e ele mesmo sem saber, procurava nela um olhar, de soslaio que fosse, para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;acalentar&lt;/span&gt; seu desejo de SER, de TER. Imaginou o quanto era patético. Tentava divagar aquilo que enxergava ao seu redor. Conhecidos, colegas, rostos sem face. Caminhavam até ele, conversavam com ele amenidades, enquanto sua mente passava a deliciar-se em lembranças luxuriantes. Foco. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Exatamente&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Divagou um pouco mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;longe&lt;/span&gt;, e pensou, por um instante, ter visto um olhar de esguelha para si. O formigar na virilha lhe dizia bem onde havia foco, e a cada pulsar de peito fazia com que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;idéia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;lasciva&lt;/span&gt; se tornasse ainda mais adorável. Sentiu um vento quente passando, e fechou os olhos por não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;mais&lt;/span&gt; do que um único segundo, sentindo também um toque leve em seu ombro. Espanto. Tentou imaginar o quanto tempo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;levara&lt;/span&gt; aquele único segundo, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;distração&lt;/span&gt; milenar, que fizera com que sequer notasse a aproximação. E cada pulsar, ribombava, como tambores antigos. Sentiu o peito apertar-se por um instante, o próprio &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;êxtase&lt;/span&gt; do momento, contido em cada célula de seu corpo. Ela olhava-o. E talvez fosse algo corriqueiro, quase comum, mas de forma alguma banal. Sentou-se em seu colo. Normalidade. Os braços envoltos em seu pescoço, os seios levemente pressionados contra seu próprio peito, o mesmo sorriso de tantas outras vezes...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Ele olhou para ela mais uma vez, sem conseguir perceber nenhum olhar de volta, e naquele instante, não existia foco.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-1403760508132347043?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/1403760508132347043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=1403760508132347043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/1403760508132347043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/1403760508132347043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2009/05/foco.html' title='Foco...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-7910682647915745544</id><published>2008-12-17T12:18:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T12:21:21.215-08:00</updated><title type='text'>SE LA PEST!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Um VIVA ao FODA-SE!!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-7910682647915745544?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/7910682647915745544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=7910682647915745544' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/7910682647915745544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/7910682647915745544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2008/12/se-la-pest.html' title='SE LA PEST!'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-3594871526360137993</id><published>2008-12-09T04:50:00.000-08:00</published><updated>2009-01-18T13:27:35.854-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Uma Questão de Negócios'/><title type='text'>Uma Questão de Negócios (Capítulo II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Seus passos eram leves, porém ritmados e rápidos, quase imperceptíveis na escuridão daquela noite, o vento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;zunia&lt;/span&gt; por seus ouvidos, fazendo com que seus cabelos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;opacamente&lt;/span&gt; dourados se tornassem uma profusão de fios longos e esvoaçantes, muitas vezes chicoteando sua pele já empalidecida pelas rajadas frias que sopravam através da rua. Aquela noite estava particularmente fria. A rua praticamente vazia abrigava pouquíssimos mendigos que, àquela hora, se amontoavam nos cantos aquecidos por cobertores velhos. Ela era larga e escura, o que o deixava o jovem rapaz bastante tenso. Seus olhos perscrutaram cada canto de uma das esquinas, e cada uma das várias janelas nos prédios vizinhos, as sombras pareciam esconder segredos a muito esquecidos e aprisionar medos escondidos em cada uma das ranhuras, que o fazia pensar que a própria rua poderia ter olhos que o observavam não importando o lugar para onde ia. Por um instante o jovem parou. Pareceu a ele uma eternidade, que se estendera ardilosamente enquanto olhava de soslaio para os lados em busca de um motivo para sua inquietação. Suspirou de forma profunda retomando os passos rápidos, tentava deixar para trás toda a pressão que lhe apertava profundamente o peito, e uma nova lufada fria de vento chicoteou-lhe o rosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;A escuridão da noite parecia se intensificar a cada passo, tornando-se por muito pouco palpável. O jovem agora andava tão rápido, que parecia querer saltar de uma só vez e correr todo o caminho restante, seus olhos estavam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;semi&lt;/span&gt;-serrados, e sua boca murmurava algo incompreensível. A rua parecia se desdobrar cada vez mais, e ele imaginou se teria realmente um fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um grande prédio residencial começou a aparecer do meio da escuridão na esquina de um cruzamento, devia ter não mais do que sete andares e sua fachada era de uma cor próxima ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;marrom&lt;/span&gt;, bastante &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;esgarçada&lt;/span&gt; pelo tempo. Suas varias janelas estavam fechadas, salvo por uma, que balançava uma cortina vermelha para fora ao sabor do vento. Ele olhou para cima, seus olhos azuis brilhavam de uma forma estranha, e pareciam dar outra vida ao seu rosto. Um frio subiu por sua espinha, e a tensão voltou a marcar-lhe. Naquele momento, parecia não ter mais de 25 anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As escadas que levavam ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Hall&lt;/span&gt; eram feitas de pedra, com bastante lodo em suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;rachaduras&lt;/span&gt;, o velho corrimão de ferro estava parcialmente solto denotando sinal dos vários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;atos&lt;/span&gt; de vandalismo que sofrera nos últimos anos, a porta já se encontrava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;semi&lt;/span&gt;-aberta, e não parecia haver qualquer sinal de vigia ou qualquer outra pessoa ali dentro. Dentro do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Hall&lt;/span&gt;, estava escuro, não havendo qualquer luz diversa da que vinha da rua, pelo pequeno espaço que sobrara na porta já &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;semi&lt;/span&gt;-aberta. Não havia muito ali, uma bancada antiga feita em madeira sinalizava o lugar onde um vigia ou porteiro já deveria ter trabalhado anos atrás, o carpete estava roço e os passos do jovem rapaz faziam levantar finas camadas de poeira. No outro lado da pequena saleta de entrada, uma escada levava até os andares superiores, ela estava bem escondida pelas sombras, mas ele sabia que ela estava lá, podia nunca ter estado naquele lugar antes, mas podia sentir cada pedacinho daquele local. O apartamento que procurava ficava no terceiro andar, ele parou por um instante ao pé das escadas, antes mesmo que pudesse encostar seu pé ao primeiro dos degraus, fechou os olhos por um instante, sentia algo estranho, havia algo ali que parecia sufocá-lo. Tentou se controlar por um instante, absorver toda a tensão que lhe tirava a calma, moveu seus lábios novamente em algum tipo de prece silenciosa, e por fim, tomando fôlego em um suspirar profundo, começou a subir as escadas. Cada degrau rangia de forma particularmente alta quando era pisado, e davam à impressão de que romperiam a qualquer momento. O terceiro andar era nada mais que um longo corredor com inúmeras portas. Ele parou novamente, agora no topo da escada, seu coração batia freneticamente, e uma tensão ainda maior tomou conta de sua mente, como se vários antigos desejos emanassem daquele lugar, seu semblante parecia duro, pesado e abatido. Tomou um pouco mais de ar uma última vez e sem sequer abrir os olhos recomeçou a caminhar. Passo a passo sabia que ganhava o corredor em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;direção&lt;/span&gt; à última porta daquele corredor, começava a acelerar seus passos, quando uma voz lhe fez parar abruptamente.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- A festa não começou? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Ótimo&lt;/span&gt;! Odiaria estar atrasado.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-3594871526360137993?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/3594871526360137993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=3594871526360137993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/3594871526360137993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/3594871526360137993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2008/12/uma-questo-de-negcios-captulo-ii.html' title='Uma Questão de Negócios (Capítulo II)'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-4569665555989998028</id><published>2008-12-04T13:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-04T14:04:39.807-08:00</updated><title type='text'>Interludio...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Acho que não tenho muito o que escrever...Tenho passado por uma SÉRIA crise de criatividade, não tenho tido muitas boas idéias. Pra terem uma idéia nem meus próprios textos, já escritos, eu tenho conseguido retocar. NADA.O segundo capítulo do conto está a caminho, mas não sei quanto tempo vai ficar assim... Espero poder públicar ele até segunda feira, mas não garanto.Enfim, enquanto isso... Acho que vou me ater a algumas outras coisas. Descobri uma música MUITO PHodda nestes últimos dias, e que descreve MUITO de como eu tento viver a minha vida.&lt;br /&gt;Sei lá... Acho que só to colocando isso aqui pra não deixar passar tanto tempo em branco.&lt;br /&gt;Enfim, ta ai...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;If I Ever Leave This World Alive&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Composição: Flogging Molly&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I ever leave this world alive&lt;br /&gt;I`ll thank ya for the things you did in my life&lt;br /&gt;If I ever leave this world alive&lt;br /&gt;I`ll come back down and sit beside your feet tonight&lt;br /&gt;Where ever I am you`ll always be&lt;br /&gt;More than just a memory&lt;br /&gt;If I ever leave this world alive&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I ever leave this world alive&lt;br /&gt;I`ll take on all the sadness&lt;br /&gt;That I left behind&lt;br /&gt;If I ever leave this world alive&lt;br /&gt;The madness that you feel will soon subside&lt;br /&gt;So in a word don`t shed a tear&lt;br /&gt;I`ll be here when it all gets weird&lt;br /&gt;If I ever leave this world alive&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So when in doubt just call my name&lt;br /&gt;Just before you go insane&lt;br /&gt;If I ever leave this world&lt;br /&gt;Hey I may never leave this world&lt;br /&gt;But if I ever leave this world alive&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She says I`m okay; I`m all right,&lt;br /&gt;Though you have gone from my life&lt;br /&gt;You said that it would&lt;br /&gt;Now everything should be alright&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She says I`m okay; I`m all right,&lt;br /&gt;Though you have gone from my life&lt;br /&gt;You said that it would&lt;br /&gt;Now everything should be alright&lt;br /&gt;Yeah should be alright&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************~[TRADUÇÃO]~*******************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Se um dia eu deixar este mundo vivo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Composição: Flogging Molly&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Se um dia eu deixar este mundo vivo&lt;br /&gt;Eu lhe agradecerei pelas coisas que fez em minha vida&lt;br /&gt;Se um dia eu deixar este mundo vivo&lt;br /&gt;Eu voltarei e sentarei ao seu lado esta noite&lt;br /&gt;Não importa onde eu estiver, você será sempre mais que uma memória&lt;br /&gt;Se um dia eu deixar este mundo vivo&lt;br /&gt;Se um dia eu deixar este mundo vivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou superar toda a tristeza que deixei para trás&lt;br /&gt;Se um dia eu deixar este mundo vivo&lt;br /&gt;Sua loucura logo desaparecerá&lt;br /&gt;Tanto que palavras não derramarão lágrimas&lt;br /&gt;Eu estarei aqui quando as coisas ficarem estranhas&lt;br /&gt;Se um dia eu deixar este mundo vivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando estiver em dúvida, me chame&lt;br /&gt;Antes que você vá à loucura&lt;br /&gt;Se um dia eu deixar este mundo&lt;br /&gt;Hey, eu posso nunca deixar esse mundo&lt;br /&gt;Mas se um dia eu deixar este mundo vivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela diz estou okay, estou bem&lt;br /&gt;Mas você se foi da minha vida&lt;br /&gt;Você disse que isso aconteceria&lt;br /&gt;Agora tudo vai ficar bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela diz estou okay, estou bem&lt;br /&gt;Mas você se foi da minha vida&lt;br /&gt;Você disse que isso aconteceria&lt;br /&gt;Agora tudo vai ficar bem&lt;br /&gt;Sim, vai ficar bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Eu não costumo fazer isso... "FALTA DE IMAGINAÇÃO 10 x 0 NORMANDO"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-4569665555989998028?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/4569665555989998028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=4569665555989998028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/4569665555989998028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/4569665555989998028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2008/12/interludio.html' title='Interludio...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-6486308437978507748</id><published>2008-09-18T18:01:00.000-07:00</published><updated>2009-01-18T13:26:33.585-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Uma Questão de Negócios'/><title type='text'>Uma Questão de Negócios (Capítulo I)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;A noite já havia caído, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Edu&lt;/span&gt; olhava pela janela de seu apartamento, o olhar distante. Quando criança costumava fazer isso, olhava para as infinitas luzes que pairavam por todo horizonte da cidade, costumava ficar ali durante horas, apenas observando aquelas luzes. Perdera as contas de quantas foram às vezes em que, imerso em seus próprios pensamentos, sequer via que as luzes aos poucos se apagavam, deixando em seu lugar uma imensa e vazia escuridão. Ele estranhara a diferença, nunca havia percebido até aquele momento.&lt;br /&gt;A luz da lua entrava de forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tênue&lt;/span&gt; no apartamento, iluminando apenas o necessário para que fosse possível andar por lá sem que esbarrasse em nada. O apartamento sempre fora bastante espaçoso, tendo em vista ter morado tanto tempo sozinho, sim, para apenas uma pessoa aquele apartamento era realmente espaçoso. Logo na entrada havia uma espaçosa sala &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;retangular&lt;/span&gt;, suas paredes eram de uma cor creme, apesar de seus constantes protestos contra a cor nunca tivera oportunidade ou mesmo vontade de pintá-las de qualquer outra que fosse. A única janela, na qual se encontrava parado, estava na extremidade mais ao canto da sala, ela costumava ser maior nas lembranças infantis que mantinha em sua mente. Havia dois sofás dispostos simetricamente atrás dele, um imediatamente atrás enquanto o outro se encontrava ao fundo no lado oposto da sala, eram sofás de camurça pretos com três lugares, vários detalhes em madeira podiam ser vistos nos braços, pés e cabeceira dos sofás, eram peças antigas, mas ele nunca soubera &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;exatamente&lt;/span&gt; de onde teriam vindo, preferindo imaginar histórias fantásticas sobre os intrincados símbolos gravados. Uma pequena mesa redonda estava ao lado do sofá mais próximo, não mais do que uma mesa para pequenos adornos e sobre ela um vaso com varias rosas vermelhas, a maioria já murcha e sem cor na verdade. No canto direito da sala quase em frente à pequenina mesa redonda uma televisão desligada se enchia de poeira pelo tempo que se encontrava ali sem ser ligada, ou sem que qualquer pessoa sequer notasse que ali estava. A porta da sala ficava no lado oposto à janela, próximo ao outro sofá. Era uma porta bem trabalhada, em estilo vitoriano com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;maçanetas&lt;/span&gt; adornadas, e estranhos símbolos em toda a sua extensão, assim como nos sofás &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Edu&lt;/span&gt; nunca soube &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o que significavam aqueles símbolos, mas quando criança gostava de imaginar que, ao passar pela porta se concentrando nos símbolos entraria em um mundo mágico. Como fora tolo quando era criança. Próximo à porta, não mais do que dois metros, se encontrava um corredor escuro que levava aos aposentos pessoas do apartamento.&lt;br /&gt;O silêncio pairava pelo apartamento e era, naquele momento, quase absoluto, sendo quebrado apenas por um irritante e contínuo barulho, algo como uma goteira, uma torneira mal fechada imaginou o próprio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Edu&lt;/span&gt; em uma das vezes que sua consciência foi trazida de volta à realidade. O barulho parecia, em suma, não incomodá-lo, ele continuava a olhar fixamente para o profundo horizonte, seus olhos castanho-claro estavam vidrados naquela imensidão como se ele buscasse as respostas de todas as suas perguntas naquelas infinitas luzes. O vento soprava com certa força batendo nas cortinas vermelhas aveludadas, fazendo-as balançar de forma singular e dando ao ambiente um aspecto de ainda mais vazio.&lt;br /&gt;O olhar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Edu&lt;/span&gt; começou a dançar do horizonte distante que ele contemplava até à cidade logo abaixo e, em fim, para dentro da sala em que se encontrava. Provavelmente, pensou ele em um devaneio quase sensível, aquela seria a ultima vez em que estaria contemplando aquele horizonte, a última vez em que veria aquelas paredes. Tantos momentos, tantas lembranças chegavam à sua mente a cada segundo que ficava até mesmo difícil não mistura-las, risos se perdiam pelo ar e vozes sem tom se dissipavam pelos quartos e corredores, tudo já havia sido diferente e agora... Tudo estava quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.......................................&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-6486308437978507748?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/6486308437978507748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=6486308437978507748' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/6486308437978507748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/6486308437978507748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2008/09/uma-questo-de-negcios-captulo-i.html' title='Uma Questão de Negócios (Capítulo I)'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-6727541039956194202</id><published>2008-04-15T20:19:00.000-07:00</published><updated>2008-04-15T20:25:36.221-07:00</updated><title type='text'>Fidelidade...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele se ajeitou na poltrona, ela era grande e com um estofado bastante confortável, a posição que escolhera podia muito bem fazer com que dormisse rapidamente em condições normais, a música calma podia ser ouvida bem ao fundo, e provavelmente deixaria de ser perceptível com o passar do tempo ficando apenas uma recordação vaga de que a mesma estava passando ali. Realmente o violino era um instrumento fascinante, pensou em um instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vinho sobre a mesa já havia perdido a mágica em seu sabor e provavelmente se tornara apenas mais uma embriagante bebida alcoólica, um genuíno &lt;em&gt;Aloxe Corton&lt;/em&gt;, ótima safra, 1929, com certeza uma das melhores que já havia sido engarrafada. Mesmo assim, mesmo sendo um vinho de tão boa qualidade e de paladar tão refinado ele o bebia, gole após gole, com um vigor muito maior do que possivelmente deveria. Parecia realmente não passar de mais um motivo para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cigarro queimava-se sozinho, devagar, como se traga-lo fosse algo trivial de mais para se fazer, como se o simples fato de estar aceso já tirasse de dentro dele a ansiedade causada por tudo aquilo. Havia se tornado um rito lento, onde apenas o ar frio fazia com que ele queimasse, enchendo o ar com sua característica fumaça, que inacreditavelmente, parecia não ter o poder de irritá-lo, como de costume. A luz fraca tornava cada uma das formas naquele quarto etérea, mas isso não era importante, ele as conhecia, havia estado ali uma infinidade de vezes e conhecia cada uma delas de maneira quase íntima. Cada uma daquelas formas flutuava, entrando e saindo esporadicamente em neblinas e rodas de ciranda. O álcool provavelmente estaria fazendo efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a janela fechada o frio conseguia penetrar no quarto, não que ele efetivamente se importasse, e apesar da pouca roupa que trajava, mas era a sensação de frio o mantinha acordado, um pequeno incomodo para estimular o corpo, o frio o mantinha desperto. O barulho da chuva batendo na janela era hipnótico, e se misturava com a música de forma tal, que pareciam uma só sinfonia. Parecia sempre estar chovendo nesta época, parecia sempre chover quando estava ali. Aquelas noites o incomodava, talvez se fosse possível não procura-las mais, mas alguma coisa o levava até aquele lugar, e, por mais que seu próprio cinismo o deixasse à mercê de uma dúvida, ele tinha plena ciência de seus motivos. Seu falso convencimento dizia a si mesmo &lt;em&gt;“É comum!”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ranger da cama o fez voltar à realidade, ela não estava mais do que dois metros da poltrona e ele sequer conseguia vê-la, ou talvez simplesmente não sentisse mais vontade de olhar para lá. O cheiro do perfume ainda se alastrava pelo ar, mesmo sob a densa fumaça do cigarro que queimava em sua mão, ele parou um instante, havia perdido a conta de quantos, e também não se importava mais, a ocasião não permitia. Sua mente viajou novamente até o perfume, era adocicado, muito provavelmente até de mais para seu próprio gosto, mas plenamente aturável no início da noite. O cigarro talvez tornasse aquele cheiro menos acentuado, era por isso que fumava, tragou mais uma vez, fazendo com que uma nuvem de fumaça fosse de encontro com que o que poderia ser o limiar do adocicado perfume. Sim, isso, mais uma vez o cinismo o salvara de questionamentos mais profundos, e ele tinha plena certeza disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fino respingar que ainda batia à janela, e o incansável som dos violinos tragaram-no novamente para pensamentos profundos, questionamentos que muitas vezes ele nem mesmo se dava ao luxo de tentar descobrir. Sua mente divagou. Como havia começado com tudo aquilo? Sua inocência havia sido tamanha, que ele suspirou uma vez mais, e sorveu outro gole de vinho. Havia sido inocente e deixara se levar por um instinto infantil, uma vontade imatura, no entanto, irremediavelmente, &lt;strong&gt;prazerosa&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pudera ser tão... Tão... Não havia como descrever, talvez a melhor de todas as palavras fosse hipócrita. Deixara tudo para trás, deixara tudo de lado apenas para sentir aquela velha sensação que buscara por tanto tempo, aquele “frio na barriga” que os jovens ainda falam em suas inúteis adolescências. Uma risada mais alta, e sua mente de voltara à realidade. Ele percebeu que estava fazendo mais barulho do que costumava fazer quando imerso em seus sonoros pensamentos. Um instante de silêncio a mais, onde os violinos e a chuva se desdobravam em sons ensurdecedores, apenas um instante de silêncio a mais e sua tranqüilidade poderia retornar. Seus pulmões pareciam não mais conseguir conter o ar, e sua respiração foi se soltando de forma vagarosa, no mesmo compasso em que a respiração dela ia calmamente se desfazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estivera mesmo?&lt;br /&gt;Sim, uma inútil auto-analise de seus próprios erros, ou talvez simplesmente mais uma avaliação de como seu instinto o dominara, fazendo com que se tornasse aquilo que por tantos anos criticara. Quanto cinismo de sua parte. A embriagues começara a tornar tudo aquilo hilário demais, e ele imaginou quantas chamadas deixara de atender, havia estado ciente da grande maioria delas, e simplesmente negligenciara cada uma. Seu sorriso havia se tornado distorcido, e mais um cigarro chegava a quase queimar uma de suas mãos. A memória lhe era reavivada por ver aquela pequena luz brilhando sobre a mesa, 30 de junho, sim esta era a data de hoje, e meia-noite já havia passado muitas horas atrás. Ele se conteve por um instante, se vendo tentado, talvez seu medo fizesse com que atendesse, ou simplesmente deixasse com que esta se somasse a tantas outras que sempre acumulavam em noites como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 de Junho...&lt;br /&gt;Era a primeira vez que isso acontecia dessa forma, e seu pensamento se direcionara para a pequena Liz, talvez houvesse ainda um pouco de importância naquilo tudo, neste momento parecia até mesmo plausível a idéia de que houvesse nela um sentido para todo aquele drama, sim, talvez ela fosse a resposta. Ele se afundou um pouco mais na poltrona quando ela lhe veio à mente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;30 de Junho... Tanto tempo juntos e nada mais parecia fazer sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se levantou, o vinho distorcera até mesmo sua coordenação, ou talvez fosse simplesmente mais uma forma de inventar desculpas para suas próprias ações. Seu caminhar até a cama foi vacilante, lembrou-se em um último momento do cheiro dos cabelos dela, era intrigante como as coisas aconteciam agora. Deitou novamente, abraçando ela como se fosse à última pessoa em que poderia fazê-lo, e desejou por mais uma vez estar novamente em casa. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-6727541039956194202?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/6727541039956194202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=6727541039956194202' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/6727541039956194202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/6727541039956194202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2008/04/fidelidade.html' title='Fidelidade...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-4025404656875335082</id><published>2008-03-06T06:47:00.000-08:00</published><updated>2008-03-06T06:55:52.646-08:00</updated><title type='text'>ATOS DE NECROFILIA E INSANIDADE</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Desta vez não vou usar os textos que habitualmente uso para postar aqui no Blog, não esperem dessa vez um texto "filosófico" ou mesmo que tenha qualquer lugar na minha vida pessoal como eu normalmente fasso. É um texto ciêntifico de minha autoria e que pretendo usar quando chegar a hora de eu fazer a minha monografia (O mesmo que TCC, Trabalho de Conclusão de Curso).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Quando falamos sobre distúrbios mentais ligados à sexualidade, não podemos nos esquecer que eles se dão de diferentes formas, não havendo uma ou duas delas apenas, e sim todo um conglomerado que dá forma a estas psicoses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 O instinto sexual é força dominante da natureza humana, é uma expressão designativa da ação orgânica desencadeada por automatismos profundos filogenéticos, tendo por objetivo principal, a perpetuação da espécie e, após isso nos seres dotados de maior evolução intelectual, a satisfação da posse carnal. No entanto, para uma parte dos seres humanos a conjunção carnal vai muito além do mero fato de ter-se de descarregar a tensão gerada pelo acumulo de sêmen nas vesículas seminais ou a uma infinita seriação dos seres vivos, mas, fundamentalmente, à significação da reintegração transcendental ao Princípio Divino, pelo amor, retornando num átimo, e não permanentemente, à unicidade prístina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Estamos então, defronte a um instinto com fortes energias psíquicas, que estão intima e especialmente ligadas à volição sexual. Libido, a manifestação mental do instinto sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 O sexo hoje já não é mais nenhum tabu, mas sim, quando bem orientado, a simples expressão carnal de mais uma função fisiológica do organismo. No entanto, o que ocorre é a nefasta influência de uma obsessão pública pelo assunto, incrementada por uma verdadeira enxurrada de informações deseducativas que são lançadas todos os dias pelos meios de comunicação, tais como, televisão, rádio, jornais, revistas e etc, atingindo uma grande quantidade de pessoas, que se vêm frustradas com suas vidas sexuais e com sua sexualidade, a rigor, desmotivada ou reprimida, ameaçando lançar a juventude, para os infectos pântanos da imoralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Os desvios de atividade sexual de um individuo, podem ser somente, expressões de outras enfermidades mentais, quando não, são fundamentados no transtorno do instinto e na definição inata do sentimento ético. Sempre quando há transtornos na vida sexual de um individuo, são estes freqüentes anomalias da sexualidade em estado latente, que quando de seus aparecimentos podem ser determinados por situações ambientais, como formas de reação ou mesmo cultura local adversa, e, também, por circunstâncias tóxicas (alcoolismo e entorpecentes), fisiológicas (puberdade e menopausa), ou patológicas (demência senil, paralisia geral progressiva, arteriosclerose generalizada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Segundo a medicina legal, as aberrações ou perversões sexuais (distúrbios de gravidade considerável, quanto ao instinto sexual) são: A riparofilia, o triolismo, o vampirismo, o bestialismo, a nercofilia, o sadismo, o masoquismo, o sadomasoquismo, o homossexualismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Vamos nos ater aqui, somente à necrofilia, não adentrando de forma aprofundada em nenhuma das outras perversões sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Quando nos remetemos aos primórdios da psicoterapia, e da psicanálise temos já com Freud teses que nos dizem à respeito da necrofilia e de sua incidente ligação com os distúrbios mentais sexuais. &lt;em&gt;“a necrofilia tem aos seus germes inconscientes, na experiência infantil; é o temor os cadáveres, símbolo da morte. E o amor ao ato sexual, símbolo da vida. A morte e o coito são, respectivamente, as experiências mais dolorosas e agradáveis ao homem. O necrófilo, patologicamente, guiado por suas experiências inconscientes, trata de sintetizar, em um único ato, as duas experiências supremas da espécie: o amor e a morte.”&lt;/em&gt;(H. salvador, Pág. 97).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Não se pode deixar de observar o fato de que, a necrofilia é uma atitude vil, que sai dos padrões de normalidade sociais em qualquer época da história que se busque. Em nenhum código, lei, ou qualquer outro instituto normativo poder-se-á ver qualquer ato desta envergadura como sendo de normalidade social, e sim ver o repúdio com o qual a sociedade trata tais atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Como exemplo claro da revolta social causada por tal ato temos o caso de que, em Cabo Verde uma mulher de 64 anos foi retirada do túmulo e teve seu corpo usado como instrumento sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“CADÁVER DE MULHER VIOLADO NO TÚMULO: Um desconhecido ou desconhecidos violou um túmulo onde na véspera fora sepultada uma mulher de 64 anos. O desacato foi agravado com atos ultra-chocantes: o assaltante retirou a tampa do caixão e usou sexualmente o cadáver, ato monstruoso, inqualificável”. (Liberar; 25 de julho de 2005; &lt;a href="http://www.liberal-caboverde.com/noticia.asp?idEdicao=64&amp;amp;id=8873&amp;amp;idSeccao=525&amp;amp;Action=noticia"&gt;http://www.liberal-caboverde.com/noticia.asp?idEdicao=64&amp;amp;id=8873&amp;amp;idSeccao=525&amp;amp;Action=noticia&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;                 O ato supracitado causou uma completa comoção na sociedade, tendo veiculação nacional na época dos acontecimentos. Se algo é assim tão reprovável pela sociedade como um todo, não pode ser uma atitude comum aos membros da mesma, nem, de forma alguma, uma atitude que se passe despercebido, ou que até mesmo o agente sinta como se fosse normal.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;                 Os necrófilos, contudo, mantêm preservada a capacidade de entendimento do caráter criminoso de seu ato. No entanto, pelo fato de ser sua aberração sexual tão pungente, sentem de fato uma compulsão para a satisfação de seus instintos desviados, não conseguindo determinar-se de acordo com esse entendimento.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;                 Em seu Manual de Medicina Legal (5ª edição, pág. 684; Editora Saraiva) o conceituado mestre Delton Croce torna claro o procedimento a ser adotado:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;        &lt;em&gt; “Em conseqüência desta diminuição de autodeterminação e concomitante preservação da capacidade de entendimento, são considerados isentos de pena, mas sujeitos ao cumprimento de medida de segurança” (RT, 594;347), nos termos o art. 386, parágrafo único, III, do código de Processo penal e 96, I, do Código Penal”&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;                 Desta forma, não há que se falar em atos de necrofilia sem que se enseje sobre o agente de tal ato um profundo estado de perturbação sexual, caracterizando desta forma, a insanidade do agente e a necessidade de internação do mesmo para que seja-lhe aplicada medida de segurança, nos moldes dos artigos supracitados.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Normando Laube Santos, 06 de Março de 2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-4025404656875335082?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/4025404656875335082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=4025404656875335082' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/4025404656875335082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/4025404656875335082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2008/03/atos-de-necrofilia-e-insanidade.html' title='ATOS DE NECROFILIA E INSANIDADE'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-6612489668229087790</id><published>2008-03-01T18:29:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T18:31:07.441-08:00</updated><title type='text'>Vida...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Ele está batendo... Sim... Está batendo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Eu ouvia todas as noites, quando deitava minha cabeça no travesseiro, ou quando olhava para os carros nas rodovias distantes. Milhares de vidas que se cruzavam sem nem sequer se conhecer, milhares de olhares cansados e sonhos perdidos dentro de pequenos espaços, onde sob noites estreladas, milhares de vidas vivem. E ainda sim, eu podia ouvir batendo, lenta e compassadamente, todas as vezes que uma das infinitas luzes sumia no horizonte.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-6612489668229087790?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/6612489668229087790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=6612489668229087790' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/6612489668229087790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/6612489668229087790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2008/03/vida.html' title='Vida...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-3140461564726094969</id><published>2008-02-11T17:20:00.000-08:00</published><updated>2008-02-11T17:26:28.948-08:00</updated><title type='text'>Sonhos... (Parte II)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu estava ali, e tudo era escuro. Parecia não haver absolutamente nada ao meu redor, não havia sons ou sentimentos, não havia luzes ou cores e nenhum pensamento era capaz de se conceder ali, nada era capaz de se formar ali. Foi então que os primeiros apareceram, pequenos e sutis. Creio eu, tão pequenos, que nem sequer percebi de início, eram brancos e brilhantes, como pequenos sois. Você alguma vez já tentou olhar para o sol quando ele está bem cima de nossas cabeças? Ele não tem aquele amarelo característico, nem aquele calor brando, é branco e ofusca até mesmo os mais castigados olhos, além de seu calor escaldante. Mas enfim... Eles estavam ali, brilhando um tanto distantes de mim, como pequenos vaga-lumes. Estava frio, mas não aquele típico frio que se sente na madrugada, quando o vento entra pelas frestas da janela e faz com que acordemos de nossos reconfortantes sonhos, era um frio estático, o frio daqueles que não sentem, daqueles que não conseguem enxergar nada além da escuridão do mais profundo recanto de seus subconscientes. E foi então que começaram a se mover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era como estar em uma colméia de grandes abelhas luminosas, que passavam voando por mim com uma velocidade que nem mesmo a mente mais perspicaz seria capaz de atentar aos detalhes. Elas formavam arcos e círculos dançando e rodopiando à minha volta, sem música alguma para marcar-lhes os passos. E então as muitas luzes, que rodopiavam e dançavam foram parando, foram se juntando e parando, pareciam agora grandes linhas de luz, umas sobre as outras, como um novelo que se desprende e começa a fiar-se sozinho. E talvez fosse exatamente isso que ele estivesse fazendo, fiando. Tudo parecia agora uma grande colcha, uma grande malha sem profundidade alguma, e a luz aumentava cada vez mais de intensidade. Meus olhos se ofuscaram, e então, eu pude ouvir... As ondas do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho como isso tem acontecido... Estranho como eu tenho ouvido esse mesmo som dia após dia, noite após noite. Houve tempos em que eu conseguia ouvir o som do vento balançando as folhas das árvores, em extensas campinas de grama verde e sedosa, onde eu me deitava para contemplar as nuvens. Sim... Houveram tempos assim. Talvez tudo isso tenha um significado, ou não, tento não pensar mais tanto nisso, muitas vezes me dói faze-lo, mas creio que falarei disso depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhh, o som do mar, nunca o havia escutado com tanta nitidez, nunca o havia sentido com tanta vibração. A luz me fizera fechar os olhos, mas eu sentia que não havia mais necessidade e mesmo assim apenas ouvia o som das ondas do mar, que quebravam próximas à praia e traziam algo que me aquecia daquele estranho frio solitário. O vento já batia em meu corpo, e deixava nele estranhas marcas que eu nunca pude ver, as areias sob meus pés pareciam um grande tapete de espuma macia e levemente aquecida, tudo ali parecia perfeito, cada sentido era capaz de distinguir a vida ali, cada sentido era capaz de fazer valer por todos os outros. E meus olhos continuavam fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conseguia sentir o calor se espalhando por meu corpo, eu podia até mesmo sentir a maré vermelha se aproximando, e tudo aquilo era bom de mais para que eu deixasse escapar qualquer daquelas sensações. Abri meus olhos com bastante vagareza, para que nada ali pudesse se sobrepujar sobre as outras coisas. O sol estava bem ao fundo, no oeste distante. Era um sol de calor pálido, que, no entanto, era capaz de esquentar mais que meramente o corpo. A água era límpida e suave, as ondas quebravam finas próximas a areia sedosa e fina. Tudo parecia perfeito ali. Pássaros rodeavam um céu limpo e sem nuvens, como se qualquer um conseguisse fazer aquilo, vê-los ali até conseguiu me fazer ter a vontade de sair sobrevoando os mares, e tudo que havia além deles.E então... Eu a vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era o esplendor encarnado, posso dizer. Tinha longos cabelos que se agitavam com a brisa, e pareciam dançar e cantar sob o dourado do sol, eles brilhavam como nunca tinha visto qualquer outro brilhar, e quando calmos prostravam-se diante de seu rosto, escondendo-o e criando mil e uma máscaras, que se tornavam maravilhas diante de meus olhos. Seu corpo era esbelto e torneado, uma obra digna das mãos do mais talentoso dos artífices, seu caminhar leve contrastava-se com toda aquela imponência de seus ombros, um misto de selvagem e doce, um ar que atraia cada um dos meus pensamentos. Ela andava por sobre a areia, andava para lugar algum, distante de mim. Eu podia ver todo o horizonte além dela, e Deus do céu, como tudo aquilo era vasto. E ela tinha tudo aquilo na palma de suas mãos... Tudo parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo parecia estático, e uma velha sensação tomou conta do meu coração. Eu tentava me prender, ao máximo, não queria sair dali, não agora que ela estava tão próxima de mim, não queria ter de ir, mas era impossível lutar contra. A escuridão foi crescendo novamente, e os sons do mar e as areias sedosas sumiram, tragadas por um rodopiar de cores e formas, que me traziam de volta ao mundo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 3 da manhã, no mínimo assim marcava o velho relógio de cabeceira. Ele estava suado, e com a estranha sensação de dormência no corpo. Em sua mão, o aparelho continuava vazio, e cada vez mais, suas esperanças morriam.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-3140461564726094969?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/3140461564726094969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=3140461564726094969' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/3140461564726094969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/3140461564726094969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2008/02/sonhos-parte-ii.html' title='Sonhos... (Parte II)'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-8941454959815366225</id><published>2007-10-30T19:42:00.000-07:00</published><updated>2007-10-31T03:15:34.555-07:00</updated><title type='text'>Coisas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ele simplesmente queria sair dali.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A música estava alta, e ressoava por muitos quarteirões longe dali, era uma música agitada e fazia com que as pessoas se sentissem desinibidas, até mesmo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;garotinha&lt;/span&gt; acima do peso e a senhora de mais idade balançavam os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;quadris&lt;/span&gt; desajeitados à aquele som contagiante. Os pensamentos desorganizavam-se dentro da sua cabeça, eles eram levados pela torrente de barulho e talvez pelas luzes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;piscantes&lt;/span&gt; que só ele podia ver ali, eram luzes coloridas e cheias de uma vida morta, ou talvez fosse uma morte viva, ele não conseguia entender &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o que era. A primeira passou, e a segunda e a terceira, e todas aquelas que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;insistiam&lt;/span&gt; que ele tinha realmente de sair daquele cantinho, e ele cada vez mais se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;diminuía&lt;/span&gt; na parede, era uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sensação&lt;/span&gt; estranha, ter a atenção e simplesmente nega-la, e ele se lembrava de como era não ter a atenção e desesperadamente pedi-la&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ele simplesmente queria sair dali.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tudo estava turvo de mais e tudo era estranho de mais. Será que era aquilo que significava estar "dentro da moda"? Ele não sabia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;exatamente&lt;/span&gt; como deveria agir, suas mãos se agitavam e tentavam não se prender a lugar algum, ele tentava não pensar de mais, como se fosse possível pensar de qualquer maneira ali dentro, mas ainda sim ele tentava não pensar. E as coisas simplesmente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;fluíam&lt;/span&gt; como se carregado por cordas que faziam com que seu corpo se movimentasse, era uma coisa louca, ele sabia, era uma coisa estranha, e ele sentia o gosto amargo da estranheza. Se lembrou por um momento das partidas de futebol de botão que tinha jogado com seu avô ainda naquela tarde, e elas pareciam extremamente distantes daquela realidade, pareciam coisas pequenas perto de toda aquela loucura. Ela passou e sorriu, ela passou e ele nem sequer sabia como retribuir, ela passou e esqueceu de se apresentar, mas simplesmente passou, e sorriu. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;le simplesmente queria sair dali.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sua cabeça girava e girava, como uma grande roda gigante, dessas que se tem em parques de diversão, e talvez fosse assim que ele houvesse imaginado, como nos filmes que ele via com sua pequena irmã nos fins de semana. Talvez fosse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;exatamente&lt;/span&gt; assim que ele houvesse imaginado que as coisas eram, com rodas gigantes e grandes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;pedações&lt;/span&gt; de algodão doce, com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;risadas&lt;/span&gt; inocentes e um por do sol ao lado de um lago cristalino, talvez fosse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;exatamente&lt;/span&gt; assim que ele gostaria que tivesse sido, e tudo parecia que iria cair na sua cabeça, ele &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ouvia&lt;/span&gt; os gritos e as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;risadas&lt;/span&gt;, ele podia sentir o calor que os corpos próximos emitiam, e ele podia ver que as pessoas simplesmente adoravam aquilo, e as luzes deixavam tudo ainda mais louco, tudo ainda mais delirante. Ele sentia o mundo rodar, sentia que tudo estava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;descolando&lt;/span&gt; da realidade, e então ela passou novamente, e passou sorrindo, "as coisas deveriam mesmo ser daquele jeito" pensou ele, e ela estava passando quando ele estava bem na frente, e ela continuava sorrindo, e ele meio sem como saber simplesmente deixou ela passando e sorrindo, e ela passou, sorrindo... E ele simplesmente queria sair dali!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-8941454959815366225?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/8941454959815366225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=8941454959815366225' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/8941454959815366225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/8941454959815366225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2007/10/coisas.html' title='Coisas...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-8285148323265540511</id><published>2007-10-16T13:21:00.000-07:00</published><updated>2007-10-16T13:27:26.967-07:00</updated><title type='text'>Sonho...</title><content type='html'>Ele já não sabia a quanto tempo estava ali protegido pela sombra da árvore &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;já&lt;/span&gt; sem folhas no frio&lt;br /&gt;daquela manhã ainda completamente mergulhada na neblina, o tom &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;acinzentado&lt;/span&gt; do próprio dava uma aparência quase onírica à realidade confundindo seus sentidos. O som do vento que soprava de maneira calma porém constante se confundia com o chiado das folhas que se arrastavam pelo chão, e ele podia jurar que seus olhos viam vultos esbranquiçados que dançavam e corriam por entre as colunas de concreto dos prédios próximos. Seus olhos pesaram novamente como se várias toneladas fossem colocadas sobre eles, e sua mente foi invadida repentinamente por uma reconfortante &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sensação&lt;/span&gt; de calor trazida pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;idéia&lt;/span&gt; de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;prazeroso&lt;/span&gt; descanso, e como ele precisava daquilo, como ele, naquele instante estava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;cedendo&lt;/span&gt; por poder dormir um pouco mais, seus olhos não eram mais do que uma pequena &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;feresta&lt;/span&gt;, incapaz até mesmo de enxergar a mais extravagante das cores quando o vento frio o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;trouxe&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;de volta&lt;/span&gt; à realidade, e fazendo com que se  firmasse em seu pensamento que ele não podia dormir naquele momento, e nem mesmo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ficando cada vez mais difícil conter as ondas de sono que faziam com que seus olhos ficassem vermelhos, e deixava apenas uma pequena fresta aberta o suficiente para que ele pudesse ver a interessante dança que as folhas faziam próximas aos seus pés. Eram movimentos hipnóticos, movimentos de ida e vinda e que faziam com que elas rodassem em volta de seus pés, movimentos que faziam com que elas tivessem uma coloração borrada hora laranja ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;marrom&lt;/span&gt; hora vermelhas ou mesmo verdes, elas tinham todas as cores e eram como um arco-íris, e dançavam e cantavam por entre seus pés, que flutuavam muitos metros acima do chão. E tudo estava leve, tudo estava quente e a brisa era como um consolo para seus ossos cansados, ele queria poder voar ainda mais, queria poder seguir ainda mais além, junto com as folhas que dançavam e cantavam, e faziam toda aquela festa em volta de seus pés, e aquele vento frio que soprava e gelava até mesmo a última das &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;vértebras&lt;/span&gt; de sua coluna... Vento frio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos se abriram rapidamente, e estavam muito vermelhos, a bruma se dissipara em muitos lugares já, e o vento havia carregado as folhas para longe. Uma nesga de sol passava por entre as nuvens e iluminava um canto qualquer por ali, o pátio ainda vazio estava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;silencioso&lt;/span&gt; agora, perturbado apenas pelo uivo do vento frio que o arrancara tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;vilmente&lt;/span&gt; de seu belo sonho. Suas costas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;doíam&lt;/span&gt; por causa da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;encomoda&lt;/span&gt; posição em que se colocara na vã tentativa de impedir o sono de pega-lo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;desprevenido&lt;/span&gt;, ele sentia a dormência na ponta dos dedos e mesmo assim, mesmo com todos aqueles &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;encomodos&lt;/span&gt; ele ainda sentia como se tudo arrastasse sua mente para os profundos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;umbrais&lt;/span&gt; do mundo dos sonhos, e seus olhos começaram novamente a se fechar de forma bastante lenta e gradual. Seus olhos estavam quase que completamente fechados, e seus pensamentos já voltavam à vaguear por entre os ventos quentes e as músicas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;oníricas&lt;/span&gt; tocadas por arpas e trompetes distorcidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;pilastras&lt;/span&gt; de concreto já haviam quase que completamente se transformado em fontes de luz e água rodopiantes quando ele percebera um vulto ao fundo delas. Não como os que ele havia enxergado antes, não era simplesmente uma sombra, não era simplesmente mais uma&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;visão&lt;/span&gt; fugaz criada por sua mente entorpecida pelo sono, era real, o andar era desenvolto e as pernas bem torneadas e o gingado do quadril formavam um movimento hipnótico que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;prendia&lt;/span&gt; sua mente ao cansativo mundo real, o movimento de cada músculo parecia arrancar dele um suspiro diferente, os cabelos eram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;caxeados&lt;/span&gt; e soltos, e caiam sobre os ombros e os seios que não eram muito volumosos, mas ele imaginou que poderiam caber na palma de sua mão. Ela sorria, e ele sabia disso, ela tinha um sorriso cativante e branco como a neve, o que contrastava com sua pele morena, e seus olhos eram de um verde vivo e brilhante que poderia ofuscar se colocados contra o sol, ela ia caminhando por entre as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;pilastras&lt;/span&gt;, como um vulto, como um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;espírito&lt;/span&gt; que entara atrai-lo para o mais pernicioso dos pecados. Ela sumia cada vez mais longe no corredor, e seus olhos começaram a se fechar ainda mais uma vez, dessa vez sem nenhuma resistência, mas antes de fecha-los por completo ele teve breve &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;sensação&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;vê&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;la&lt;/span&gt; olhando para trás, e um leve sorriso se formou em seus lábios antes de ser tragado pelo sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-8285148323265540511?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/8285148323265540511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=8285148323265540511' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/8285148323265540511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/8285148323265540511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2007/10/sonho.html' title='Sonho...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-7109511708503697419</id><published>2007-09-26T08:21:00.000-07:00</published><updated>2007-09-26T08:26:21.013-07:00</updated><title type='text'>Saudades...</title><content type='html'>Que horas deveriam ser? Ele não tinha a mínima noção, mas sabia, com certeza, que era tardem&lt;br /&gt;bem mais tarde do que costumava dormir. O quarto estava escuro e ele nem sequer conseguia&lt;br /&gt;enxergar o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;relógio&lt;/span&gt; de ponteiros que sua mãe havia lhe dado bem no princípio do ano, e estava em cima de sua mesa de estudos forrada de livros abertos, mas que quase nunca eram lidos, e&lt;br /&gt;acabavam fiando ali de enfeite. O celular estava ligado à menos de 30cm de seu braço, jogado em&lt;br /&gt;cima da mesma cama onde ele estava deitado, mas a simples menção de pega-lo fazia com que&lt;br /&gt;sua cabeça &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;doesse&lt;/span&gt;, ele não suportava mais olhar para aqueles números, fizera isso muito tempo&lt;br /&gt;já. Por fim, já desistira de saber que horas eram, queria apenas ficar ali, deitado, naquele silêncio&lt;br /&gt;manso que o envolvia, e deixando seu pensamento ir o mais longe que lhe era permitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A janela de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vitrôzinhos&lt;/span&gt; estava levemente aberta, o que fazia com que o ar frio daquela noite&lt;br /&gt;pudesse entrar esfriando levemente o quarto e trazendo juntamente à ele a luz do luar. Era uma&lt;br /&gt;lua crescente, mas muito brilhante, e não havia nenhuma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;nuvem&lt;/span&gt; no céu que a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;obstruísse&lt;/span&gt; por&lt;br /&gt;muito tempo. Ela era visível pela fresta mais baixa dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;vitrôs&lt;/span&gt;, e nem parecia tão distante quando olhada daquele ângulo, ele tinha a impressão nítida que poderia agarra-la se esticasse a mão para fora da janela, mas mesmo aquilo não conseguiu fixar sua atenção por tanto tempo assim, e sua mão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;tateou&lt;/span&gt; novamente atrás do pequeno aparelho logo ao lado do seu braço. Mas ele apenas&lt;br /&gt;segurou, e novamente ficou parado olhando para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;teto&lt;/span&gt;, uma luta parecia estar sendo travada&lt;br /&gt;dentro dele, e ao soltar o pequeno aparelho, parecia decidido a não tocar nele novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;mexeu&lt;/span&gt; um pouco na cama, aquela posição já estava fazendo suas costas doerem, e&lt;br /&gt;então ficou de frente para a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;pequena&lt;/span&gt; mesa de cabeceira logo ao lado, havia algo ali, e ele sabia&lt;br /&gt;que era aquele velho porta-retrato. tantas fotos já haviam passado por ali, tantas que ele nem&lt;br /&gt;mesmo podia se lembrar de todas, mas aquela, ele tinha certeza de qual era, ele tinha certeza de&lt;br /&gt;que não conseguiria se esquecer dela tão cedo, e nem tinha por que fazer isso, gostaria que ela&lt;br /&gt;jamais tivesse de sair dali. Seu pensamento estacionou-se nisso, não queria pensar mais, não&lt;br /&gt;mais do que já estava pensando, sua cabeça &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;doía&lt;/span&gt;, e uma nova pontada lembrou-lhe disso. Ele&lt;br /&gt;esticou o braço, e puxou o porta-retrato e virou-se novamente para poder simplesmente olhar&lt;br /&gt;aquela foto com um pouco de luz. Ele se lembrava bem daquele dia, fora uma festa na casa de&lt;br /&gt;algum parente dela, um sorriso se precipitou em seus lábios ao se lembrar disso, mas não&lt;br /&gt;parecia um sorriso de satisfação ou de tranquilidade, era um sorriso &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;tremulo&lt;/span&gt;, era um sorriso meio angustiado, um sorriso abatido. Ele passou levemente os dedos sobre o vidro que separava seu toque de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;contato&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;direto&lt;/span&gt; com a foto, e com uma ilusão de passar sua mão sobre seu rosto, que ele sabia, não serviria de absolutamente nada, à não ser fazer com que sua cabeça desse outra pontada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava escuro e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;silêncioso&lt;/span&gt; naquele quarto, estava frio e não havia nenhum sono nele... Quantas&lt;br /&gt;horas deveriam ser naquele momento? Quanto tempo havia ficado ali? Calado esperando que&lt;br /&gt;alguma palavra fosse dita, ou que o sono o tomasse para fazer com que tudo aquilo acabasse?&lt;br /&gt;Ele não tinha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;idéia&lt;/span&gt;, e achava que não queria saber também, a foto havia escorregado de seus&lt;br /&gt;dedos, e estava ao lado de seu travesseiro, e novamente ele lutava contra o ímpeto de tomar o&lt;br /&gt;pequeno aparelho. Um minuto segurando-o fez com que sua coragem surgisse, e ele finalmente&lt;br /&gt;trouxe a pequena tela, uma luz verde muito fraca era gerada por ela, até próximo ao seu rosto. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;suspiro&lt;/span&gt; fraco e leve foi solto por ele, ainda faltavam mais de 14 horas para qualquer notícia.&lt;br /&gt;Enquanto isso, ele pensava por que aquilo acontecia, e sua cabeça novamente dava um pontada&lt;br /&gt;de dor, ao mesmo tempo que em que em seu peito ele sentia uma pontada profunda de saudades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-7109511708503697419?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/7109511708503697419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=7109511708503697419' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/7109511708503697419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/7109511708503697419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2007/09/saudades.html' title='Saudades...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3379095616917362965.post-2730240894803752335</id><published>2007-09-24T07:53:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T08:22:02.920-07:00</updated><title type='text'>Rotina...</title><content type='html'>Quanto tempo havia passado? Quantas vezes fora daquela forma? Era simplesmente mais uma manhã, de mais um ano, de mais uma década, de mais um século,&lt;br /&gt;de mais uma vida qualquer... Ela podia ver sempre as mesmas coisas, o relógio marcava 6:00 da&lt;br /&gt;manhã, e tocava sempre com aquele mesmo som irritante, os mesmos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;azulejos&lt;/span&gt; azuis e a&lt;br /&gt;mesma água quente, o mesmo cheiro de flores silvestres daqueles mesmos sabonetes, as&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;mesmas&lt;/span&gt; toalhas felpudas e fofas, as mesmas imagens no espelho. Era tudo que havia naquela&lt;br /&gt;manhã, tudo igual. Ele saia de casa e o beijo se tornara quase algo mecânico, e ela ainda se&lt;br /&gt;perguntava onde estava a paixão daqueles beijos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;calorosos&lt;/span&gt; de adolescente, onde estavam&lt;br /&gt;aquelas despedidas calorosas dos primeiros dias, o "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tchau&lt;/span&gt;" das crianças era sem vida e parecia&lt;br /&gt;não fazer diferença para ela, aqueles pequenos eram parte dela, parte da vida dela, mas ela&lt;br /&gt;sempre se questionava até que ponto ela conhecia seus próprios filhos, até que ponto poderia&lt;br /&gt;dizer que sabia quem eram eles, afinal de contas eram tantas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;atividades&lt;/span&gt; todas as semanas que&lt;br /&gt;ela quase nunca os via, e quando em casa a televisão estava fazendo bem o seu trabalho. O latido&lt;br /&gt;do cachorro já não era mais intenso, já não incomodava mais da mesma forma, afinal de contas&lt;br /&gt;ele sempre latia todas as manhãs, ele sempre fazia aquela algazarra quando todos estavam&lt;br /&gt;saindo para deixa-la com suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atividades&lt;/span&gt; da casa, ele sempre latira e ela sempre gritara, mas&lt;br /&gt;parecia que eles não eram mais assim tão altos à ponto de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;incomodar&lt;/span&gt; qualquer pessoa.&lt;br /&gt;E ela ficou ali parada, na porta da sala de sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;própria&lt;/span&gt; casa nem se sabe quanto tempo depois&lt;br /&gt;daquilo, ela podia ouvir a torneira que gotejava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;incessantemente&lt;/span&gt;, podia ouvir o apitar da chaleira&lt;br /&gt;que lembrava ter ganhado de presente de casamento de alguma tia &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;distante&lt;/span&gt;, o som da TV ligada&lt;br /&gt;na sala com jornais matinais, e ela se lembrou que logo começaria seus programas de receita. E&lt;br /&gt;tudo aquilo era comum, tão comum que ela jamais havia se dado conta do que se passava ali. E&lt;br /&gt;tudo estava como ela sempre havia deixado, as flores de um amarelo morto sobre a mesa, tão&lt;br /&gt;artificiais quanto tudo naquela casa, os copos e cristais, que brilhavam sempre que o sol batia&lt;br /&gt;neles, nos armários, tudo tão bem organizado quanto os pensamentos eram organizados em sua&lt;br /&gt;mente e a cortina finamente enlaçada, tanto quanto era finamente enlaçado seu penteado de&lt;br /&gt;cabelo... E tudo aquilo era &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;sempre&lt;/span&gt; tão normal... E tudo aquilo era sempre tão banal...&lt;br /&gt;Agora ela podia sentir o quão estranho era aquilo tudo, não havia mais dia ensolarado com&lt;br /&gt;crianças correndo pelo quintal, não havia mais noite fria com chocolate quente na cama, não havia&lt;br /&gt;mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;família&lt;/span&gt; ou casamento, não havia mais vida... Tudo estava da mesma forma... SEMPRE...&lt;br /&gt;Tudo estava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;SEMPRE&lt;/span&gt; na mesma rotina...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3379095616917362965-2730240894803752335?l=normymalk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://normymalk.blogspot.com/feeds/2730240894803752335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3379095616917362965&amp;postID=2730240894803752335' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/2730240894803752335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3379095616917362965/posts/default/2730240894803752335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://normymalk.blogspot.com/2007/09/rotina.html' title='Rotina...'/><author><name>Normy Malk</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_jzfnwcmuPds/SBXL6b1Zc2I/AAAAAAAAAA0/wmKgNns45YI/S220/My+World.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
